Governador define, durante sabatina jornalística, os pontos estratégicos de gestão que pretende priorizar.

Ao submeter-se aos questionamentos da sabatina realizada terça-feira (22/09), pelo Top Mídia News, o governador e candidato à reeleição Eduardo Riedel (PP) projetou uma ideia para simbolizar sua crença na transformação do crescimento em oportunidade concreta.
A ideia tem sua base no cenário em que, para uma família, política pública aparece menos nos números do orçamento e mais quando o filho passa o dia na escola, termina o ensino médio com uma profissão, o asfalto chega ao bairro ou existe um leito disponível no hospital.
Riedel apresentou sua gestão como parte de um projeto ainda em desenvolvimento. O Estado – frisou – entrou em um ciclo de crescimento que precisa ser acompanhado por educação, qualificação profissional e por infraestrutura e políticas sociais capazes de alcançar quem ainda está à margem. “Pra que não fique ninguém pra trás”, resumiu. A sabatina foi conduzida pelo jornalista Vinicius Squinelo.
Para o candidato, os programas sociais devem funcionar também como ponte para que famílias vulneráveis conquistem renda e autonomia. Na educação, Riedel informou que mais de R$ 1 bilhão foi destinado à estrutura física das escolas estaduais e que mais de 270 das 354 unidades foram reestruturadas. Salientou que a melhoria dos prédios faz parte de uma estratégia que combina infraestrutura, valorização dos profissionais, ensino em tempo integral e formação profissional.
Riedel disse que, quando assumiu o governo, cerca de 18% dos estudantes do ensino médio participavam de cursos profissionalizantes. Hoje, o percentual está próximo de 60%. A proposta é aproximar a escola das oportunidades em cada região, com cursos relacionados a setores como comércio, administração, gastronomia, empreendedorismo, estética, agropecuária e floresta plantada.
Assistência
Na saúde, uma pergunta de um morador de Campo Grande trouxe a discussão para o cotidiano. Ele reclamou da falta de medicamentos na atenção básica, embora elogiasse os profissionais da rede. Riedel reconheceu o problema e diferenciou as responsabilidades municipais na atenção primária e do papel do Estado na média e alta complexidade. Então, apontou a transformação do Hospital Regional (HRMS) como uma das principais mudanças em andamento.
O governador anunciou que o hospital terá uma remodelação capaz de ampliar em cerca de 60% o número de leitos e praticamente dobrar a capacidade de atendimento.
Riedel defendeu ainda avanços na regulação dos pacientes e maior integração entre Estado e municípios. A estratégia, segundo ele, precisa combinar uma atenção básica eficiente, organização das filas e maior capacidade de cobertura hospitalar para casos de maior complexidade.








