Trump ameaça retaliação total. Petróleo acima de US$ 80 o barril, dólar a R$ 5,29 e Ibovespa despenca com tensões no estreito de Ormuz.

Exatamente uma semana após o início dos ataques aéreos conjuntos dos EUA e Israel contra instalações nucleares e militares iranianas em 29 de fevereiro, o conflito no Oriente Médio completa sete dias com mais de 700 civis mortos no Irã, pelo menos seis soldados americanos e danos significativos à infraestrutura persa.
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz para embarcações americanas, israelenses e europeias, elevando temores de interrupção no fluxo de 15 milhões de barris de petróleo por dia.
O presidente Donald Trump, em pronunciamento recente, prometeu ataques “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo necessário para alcançar a paz no Oriente Médio”, ameaçando destruir a Marinha iraniana e oferecendo seguro americano para petroleiros no Golfo.
Analistas do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel relatam mais de 2 mil ataques aliados contra mais de 1.900 mísseis e drones iranianos, muitos interceptados, enquanto Teerã planeja sobrevivência prolongada apesar da superioridade militar ocidental.

Quantos países estão envolvidos na guerra
Pelo menos 16 países estão envolvidos direta ou indiretamente: EUA, Israel (principais agressores), Irã (alvo central), além de Líbano (ataques do Hezbollah), e nações com bases atingidas ou interceptações como Arábia Saudita, Jordânia, Emirados Árabes, Iraque, Síria, Iêmen (Houthis), Kuwait, Bahrein, Catar, Omã e Turquia.
O conflito escalou de tensões nucleares pós-2018 para bombardeios em 153 condados iranianos, com risco de guerra regional.

Mercado financeiro
Os mercados globais sofrem: o petróleo Brent estabilizou acima de US$ 78-80/barril devido à cautela em Ormuz e interrupções parciais, pressionando transportadores.
No Brasil, o dólar fechou sexta-feira (06/03) a R$ 5,2865, alta de 1,32%, e o Ibovespa caiu 2,64% para 180.464 pontos, impactado por Petrobras e commodities.
Investidores monitoram possível escolta naval americana no estreito para evitar paralisia energética.






