O adiamento visa auxiliar no controle da inflação e evitar pressões sobre a política monetária, segundo o secretário Rogério Ceron.

O Tesouro Nacional anunciou que efetuará o pagamento de aproximadamente R$ 70 bilhões em precatórios federais no mês de julho de 2025. A decisão de postergar os desembolsos, inicialmente previstos para o primeiro semestre, foi tomada com o objetivo de auxiliar o Banco Central no controle da inflação e evitar pressões adicionais sobre a política monetária.
Desse montante, cerca de R$ 44 bilhões ficarão fora do cálculo da meta fiscal, conforme autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). A exclusão temporária desses valores das metas fiscais está prevista até 2026; a partir de 2027, os precatórios voltarão a ser contabilizados integralmente nas metas fiscais, o que poderá representar um desafio adicional para o equilíbrio das contas públicas.
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, destacou a importância de uma discussão transparente sobre o tratamento dos precatórios no orçamento federal, sugerindo que soluções sejam debatidas com a sociedade até meados de 2026.
Além disso, Ceron mencionou preocupações com o crescimento das despesas obrigatórias, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), e ressaltou a necessidade de medidas para garantir o cumprimento das metas fiscais nos próximos anos.
A postergação dos pagamentos de precatórios também contribuiu para o superávit de R$ 54,5 bilhões registrado pelo governo central no primeiro trimestre de 2025, o melhor resultado para o período em quatro anos.
Valor Econômico
O pagamento dos precatórios está sendo alinhado com os tribunais responsáveis, especialmente o Conselho da Justiça Federal (CJF), que concentra a maior parte desses desembolsos.






