Aumento médio de 1,33% na conta de energia elétrica vai impactar consumidores residenciais e industriais no Estado.

A partir desta terça-feira, 8 de abril de 2025, as tarifas de energia elétrica em Mato Grosso do Sul sofrerão um reajuste aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O aumento médio será de 1,33%, afetando aproximadamente 1,15 milhão de unidades consumidoras atendidas pela Energisa Mato Grosso do Sul (EMS).
Detalhamento dos reajustes:
Consumidores de Baixa Tensão: Incluindo residências e pequenos comércios, terão um reajuste médio de 0,69%.
Consumidores de Alta Tensão: Como indústrias e grandes empresas, enfrentarão um aumento médio de 3,09%.
Para os consumidores residenciais classificados na subclasse B1, o reajuste específico será de 0,56%.
Fatores que Influenciaram o Reajuste:
Os principais elementos que contribuíram para o aumento das tarifas incluem:
Custos com Distribuição de Energia Elétrica: A elevação nos gastos operacionais da distribuidora.
Encargos Setoriais: Ajustes relacionados a encargos do setor elétrico.
Apesar de uma inflação acumulada de 8,46%, o reajuste foi moderado devido a compensações tarifárias e ajustes regulatórios.
Entre os fatores que ajudaram a conter o aumento estão:
Devolução do PIS/Cofins: Uma redução de 1,91% na tarifa, resultante da devolução de valores cobrados indevidamente por mais de 20 anos, totalizando R$ 151,74 milhões em Mato Grosso do Sul.
Quitação da Conta-COVID: Encerrada em setembro de 2024, contribuiu com uma redução de 1,68% nas tarifas.
Redução nos Custos de Transmissão: Uma diminuição de 1,24% devido à queda nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição.
Encerramento da Conta Escassez Hídrica: Criada em 2021 para custear a geração emergencial durante a crise hídrica, sua quitação resultou em uma redução de 1,71%.
Impacto no Consumidor:
A presidente do Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa Mato Grosso do Sul (Concen-MS), Rosimeire Costa, alerta que, ao serem aplicados impostos e encargos do setor elétrico, o valor final pode sofrer alterações. “Tudo isso corresponde ao valor de 1 quilowatt, sem os encargos do setor elétrico. Então, haverá alteração quando forem aplicados PIS, Cofins, ICMS e a taxa de iluminação pública. Quanto mais eu consumo, mais caro fica. A Energisa já está autorizada a cobrar na base do convencional que é 0,92%. O consumidor já vai sentir o impacto na próxima fatura”, afirmou.
A Energisa Mato Grosso do Sul reforça que o reajuste tarifário anual é uma prática regulatória prevista pela ANEEL, visando recompor os custos das distribuidoras. O cálculo segue regras estabelecidas no contrato de concessão, incluindo a aplicação planejada dos recursos e vigilância contra custos desnecessários que possam onerar o cliente.








