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Campo Grande, 28 de setembro de 2026

Mercado financeiro em turbulência com aumento de tarifas e guerra comercial

  • 9 de abril, 2025
  • Cotação do Dólar, Economia, Internacional
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Investidores aguardam desdobramentos das novas tarifas impostas por Trump e possíveis retaliações internacionais. Dólar comercial fecha a R$5,99, juros sobem e bolsas caem.

Terça-feira dólar fechou a R$5,99.

O dólar atingiu R$ 5,99, refletindo a maior cotação frente ao euro em 20 anos e o nível mais alto em relação à libra esterlina desde 1985. As bolsas de Nova York enfrentaram alta volatilidade, encerrando o dia em queda devido às novas tensões comerciais.​

As bolsas americanas recuaram após o anúncio de que os EUA imporão tarifas adicionais às importações chinesas, totalizando 104% sobre produtos do país asiático. O Nasdaq caiu 2,15%, fechando a 15.267 pontos; o S&P 500 recuou 1,57%, a 4.982 pontos; e o Dow Jones diminuiu 0,84%, encerrando a 37.645 pontos.​
“Até que os investidores redefinam as expectativas ou até que as regras e objetivos das tarifas sejam mais bem compreendidos, os mercados continuarão com essas oscilações selvagens entre a esperança e o medo”, afirmou Que Nguyen, da Research Affiliates LLC.​

Juros Futuros em Alta
Os juros futuros fecharam em alta ao longo de toda a curva, acompanhando o desempenho dos rendimentos dos títulos americanos.​

Ibovespa em queda com novas tarifas dos EUA contra a China
O Ibovespa encerrou em queda de 1,32%, a 123.932 pontos, em um dia de volatilidade global. O índice chegou a subir 1,64% pela manhã, mas reverteu o movimento após a confirmação das novas tarifas pela Casa Branca.​
Leandro Ormond, analista da Aware Investments, explicou que a intensificação das tensões comerciais derrubou as cotações de commodities, pressionando ações de peso como Vale e Petrobras. A Vale ON (VALE3) caiu 5,48%, fechando a R$ 49,20, menor cotação desde novembro de 2021. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) recuaram 3,56%, a R$ 32, refletindo o forte declínio do petróleo.​

Petróleo tem queda nas negociações futuras. O WTI para maio cedeu 1,3%, aos US$ 59,98, enquanto o Brent recuou 1,7%, aos US$ 63,09.​

Petróleo no menor nível desde 2021
As cotações do petróleo Brent e WTI encerraram no patamar mais baixo em quatro anos, diante dos temores de que a guerra comercial leve a uma recessão global. O contrato futuro do Brent para junho caiu 2,16%, a US$ 62,82 o barril, enquanto o WTI para maio recuou 1,85%, a US$ 59,58.​

O presidente dos EUA, Donald Trump, planeja implementar tarifas de 104% sobre muitos produtos chineses, marcando uma escalada significativa nas ações comerciais contra a China, uma das maiores importadoras de petróleo do mundo.​

Dólar em alta com escalada na guerra comercial
O dólar comercial encerrou em forte alta, refletindo a aversão ao risco global. A moeda subiu 1,47%, a R$ 5,997, maior valor desde 21 de janeiro. Na máxima do dia, a divisa atingiu R$ 6.​
André Valério, economista-sênior do Banco Inter, destacou que o real sofreu devido à dependência da economia brasileira da China, principal afetada pelas tarifas. O dólar se fortalece frente a moedas emergentes diante das incertezas, por ser considerado um investimento seguro.​

Perspectivas para o Real e o Ibovespa
O Ibovespa inverteu o sinal no início da tarde, diante da aversão ao risco observada nos mercados globais. O mau humor se intensificou após Trump afirmar que aumentará as tarifas às importações chinesas para 104% a partir desta quarta-feira (09/04).​

A Vale (VALE3) foi uma das principais perdedoras do dia, com recuo de 4,46%, a R$ 49,73, acompanhando a queda de 3,15% do minério de ferro na Bolsa de Dalian. As ações da Petrobras também foram impactadas pela performance do petróleo.​

Índice VIX em alta
O índice VIX, conhecido como “índice do medo” e que mede a volatilidade dos mercados, subiu a 48,3 pontos, alta de 2,83%, após o anúncio das tarifas impostas aos produtos chineses.​

Juros futuros disparam
Em nova rodada de aversão ao risco local, os juros futuros subiram cerca de 15 pontos nos prazos médios da curva de juros, acompanhando a valorização do câmbio, que chegou a ultrapassar R$ 6, e o aumento dos rendimentos das Treasuries, os títulos americanos.​

Petróleo reverte sinal e cai
O petróleo, que operava em alta na manhã de terça-feira(08/04), voltou a cair nas negociações futuras. O WTI para maio cedeu 1,3%, aos US$ 59,98, enquanto o Brent recuou 1,7%, aos US$ 63,09.​

A cotação futura do óleo refletiu a tarifação de 104% anunciada por Trump aos produtos chineses, aumentando a perspectiva de desaceleração global diante das novas taxas.​

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) caíram 1,66%, enquanto a Brava (BRAV3) recuou 1,96%. A Vale (VALE3) também registrou queda de 4,36%, rompendo o piso de R$ 50, refletindo a desvalorização de 3,15% do minério no principal mercado da empresa, a China.

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