Riedel e Verruck aponta política pública, oferta de matéria-prima e burocracia reduzida entre os atrativos.

O CEO global da Arauco, Cristián Infante, não poupou elogios às condições que Mato Grosso do Sul oferece aos negócios e também aos conceitos do governo por um modelo de desenvolvimento alinhado com a competitividade, a diversidade e a sustentabilidade. “Mato Grosso do Sul mostra seriedade e profissionalismo. Aqui encontramos um ambiente profissional sem burocracia e que criou o cenário favorável de negócios”, disse Infante em Inocência, no lançamento da pedra fundamental da quinta fábrica de celulose do grupo em solo sul-mato-grossense.
A capacidade de aliar segurança jurídica, oferta de matéria-prima e políticas públicas confiáveis reforça a imagem do Mato Grosso do Sul como polo de investimentos. Celulose, cana-de-açúcar, avicultura, suinocultura, amendoim e a citricultura são apenas algumas das atividades que mudaram o perfil do Estado, antes inserido no binômio soja e boi. Esta explosão de investimentos mais precisamente no setor de celulose foi abordada pelo secretário de Estado, Jaime Verruck, durante a palestra do Fórum Agro Lide, na Expogrande, na quinta-feira, 10.

Verruck citou a fala do CEO da Arauco para ilustrar o momento favorável que o Estado vem passando. “A gente se autodesignou Vale da Celulose. Isto já pegou no mundo. As pessoas perguntam por que e a gente explica: nós temos o Estado da arte da tecnologia em celulose, da clonagem de eucalipto, da produtividade e da sanidade florestal. Estamos avançando agora na logística, com investimentos em ferrovias para ampliar a competitividade. Quando se fala em celulose no mundo, se fala em Mato Grosso do Sul”, comentou Verruck.
Potenciais
O governador Eduardo Riedel (PSDB) destacou o processo de desenvolvimento, a partir da premissa de que o Estado tem potenciais que devem ser explorados, porque são fatores de competitividade local no mercado. “Uma fortaleza gigante e global que temos aqui é a transição energética, a produção de alimentos e a sustentabilidade. Essas são nossas fortalezas. o Governo do Estado apostou alto na atração, diversificação e na completude da cadeia produtiva de todas essas áreas”, frisa.
“O capital privado vem sendo bem alocado. Para isso existe um bom ambiente de negócios, com infraestrutura, atratividade tributária, e segurança jurídica. Não aceitamos crises, desordem, invasão, confusão, estrago”, asseverou Riedel.
Para reforçar esta vocação para a celulose, Verruck apresentou durante sua palestra dados sobre o setor. O secretário salientou que Mato Grosso do Sul é o segundo maior produtor nacional de madeira em tora para papel e celulose, responsável por 24% da produção brasileira do setor, com mais de 1,6 milhão de hectares de florestas plantadas e 30 indústrias de base florestal instaladas.
A apresentação trouxe ainda dados que colocam Mato Grosso do Sul entre os líderes nacionais em crescimento do PIB (com projeção de 4,2% para 2025), investimentos públicos (15,3% do orçamento) e geração de empregos com alta qualificação técnica, além da terceira menor taxa de pobreza extrema do país.
Outro setor que confirma Mato Grosso do Sul como um polo de empreendimentos é a suinocultura. Para 2025 está previsto no segmento uma expansõ produtiva, com crescimento de 49% no plantel de matrizes, alcançando 152 mil fêmeas e fortalecendo ainda mais a cadeia produtiva.
Este avanço se dá graças a programas de incentivos como o Leitão Vida, além da eficiência e a biosseguridade da atividade no Estado, que atraiu inúmeros investimentos na indústria de suínos de grandes empresas como a Seara, em Dourados, e a Aurora, em São Gabriel do Oeste.








