Já nas primeiras reuniões gigantes da economia hindu agendam visitas a Mato Grosso do Sul

Só nos primeiros três dias em Mumbai, na Índia, nada menos que sete agendas foram cumpridas pelo governador Eduardo Riedel (PSDB) e sua comitiva na Missão Internacional à Ásia, cujo objetivo é conquistar novos mercados naquele continente.
Iniciado segunda-feira (04/08), o périplo terá ao todo 12 dias, mas as primeiras reuniões já foram suficientes para evidenciar que são promissoras as perspectivas de Mato Grosso do Sul para conquistar os mercados asiáticos.
Fazem parte da delegação assessores do governo, empresários e dirigentes políticos, entre os quais os presidentes da Fiems (Federação das Indústrias), Sérgio Longen, e da Alems (Assembleia Legislativa), o deputado estadual Gerson Claro (PP), e o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Jaime Veruck.
Em solo hindu as conversas envolveram principalmente assuntos sobre relações comerciais de exportação, sobretudo de grãos e celulose, transformação digital e agrotecnologia e outras possibilidades nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.
Riedel conta que foram alinhadas questões estratégicas para ambos os países e diz ter ficado otimista diante do interesse demonstrado por grandes investidores. Entre eles, citou duas gigantes globais: a Mahindra, fabricante de equipamentos agrícolas, e o conglomerado Tata Group, o maior grupo empresarial privado da Índia, com operações em mais de 150 países em seis continentes, atuando em vários setores, incluindo aço, automóveis, tecnologia da informação, comunicação, energia, chá e hotelaria.
A presença do Tata Group foi ressaltada pelo governador. “Eles têm uma área de consultoria e inovação visitarão Mato Grosso do Sul em breve, para que possam levar serviços de tecnologia, tanto para atender à iniciativa privada como o poder público. Por isto posso afirmar que foi dos mais produtivos o saldo das possibilidades que encontramos na Índia”, exultou.
Passo importante
Longen, presidente da Fiems, que encerrou a agenda na Índia com otimismo. Ao considerar a missão um passo importante, ressalva que há necessidade de ajustes nas empresas locais quanto à reforma tributária. “Temos muito a avançar a partir desta Missão na tecnologia de futuro. Existe aí uma forma de boa contribuição para as empresas brasileiras, em especial as sul-mato-grossenses”, avalia.
Verruck, por sua vez, realça os avanços na discussão sobre o mercado da celulose e também na área de grãos.

“Existe uma evidente necessidade da Índia por importação desses produtos, que por vocação são carros-chefe de Mato Grosso do Sul”, observa. Verruck esclarece que o Estado começa a entrar na linha da celulose solúvel e que a Índia é um grande importador. “Este é um ponto. Outro é a necessidade dos indianos de comprar grãos. Então eu acredito que em um primeiro trabalho, na busca de novos mercados, temos boas possibilidades de aumentar a participação da economia de Mato Grosso do Sul nas exportações para a Índia”.
O presidente da Alems, Gerson Claro, chama a atenção para dois detalhes essenciais, a seu ver: a oportunidade apresentada ao Estado para ampliar esses contatos e o interesse despertado nos investidores quando conferem de perto os números, as imagens, as vocações produtivas e a segurança, próprios de um bom ambiente de negócios. “Nós vivemos uma transformação, mas não basta acompanhá-la. A gente precisa ter a coragem de fazer as mudanças que a sociedade precisa, como se está fazendo agora”.
Os compromissos da delegação têm sequência neste final de semana, com diversos encontros em Tóquio, a capital do Japão, onde o grupo permanecerá até terça-feira, 12. Depois, na parada final da viagem, todos seguirão para Singapura, onde a comitiva ficará até quinta-feira, 14, data em que retornará ao Brasil.






