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Campo Grande, 24 de agosto de 2026

Imposto aprovado: STF restabelece aumentos do IOF e define vigência parcial do decreto

  • 17 de julho, 2025
  • Economia, Politica
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Alterações entram em vigor após decisão, com alterações em alíquotas para crédito, câmbio, seguros e previdência.

Em decisão favorável ao governo Lula (PT), o ministro  do STF Alexandre de Moraes, validou os decretos presidenciais que aumentam as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A medida havia sido derrubada pelo Congresso, que acusava o governo de usar o imposto com fins meramente arrecadatórios.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (16/07) manter a maior parte do decreto assinado em maio pelo presidente Lula, que eleva as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A mudança havia sido suspensa por liminar motivada por decreto legislativo aprovado pelo Congresso — mas agora volta a valer, com exceção de um trecho sobre operações de “risco sacado” — modalidade de antecipação de recebíveis — considerado inconstitucional pelo relator.

O que muda nas alíquotas após a decisão de Alexandre de Moraes

Com a sentença, o decreto presidencial retoma validade imediatamente, exceto na parte derrubada. As principais alterações aprovadas são:

-Compras internacionais com cartão de crédito e débito: alíquota do IOF sobe de 3,38% para 3,5%.

-Compra de moeda em espécie e remessas ao exterior: passa de 1,1% para 3,5%.

-Crédito para empresas em geral: alíquota sobe para até 3,38% ao ano (antes era 1,88%).

-Crédito para empresas do Simples Nacional: IOF passa a ser de 0,95% fixo até R$ 30 mil mais 0,00274% ao dia, com teto de 1,95% ao ano. Antes era de 0,38% fixo mais 0,00137% ao dia, com limite de 0,88% ao ano.

-Previdência VGBL (antes isenta): haverá isenção para aportes de até R$ 300 mil por ano até o fim de 2025 e de até R$ 600 mil a partir de 2026. Acima disso, será cobrada alíquota de 5%.

A cobrança entra em vigor na data da publicação da decisão monocrática, não sendo necessária edição de novo decreto.

Contexto político e institucional

O decreto foi elaborado pelo Ministério da Fazenda com o objetivo de reforçar a arrecadação e cumprir metas do arcabouço fiscal. O governo estimava arrecadar cerca de R$ 20 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026.

O Congresso reagiu aprovando decreto legislativo que suspendeu o decreto presidencial — uma rara intervenção que, se confirmada, representaria um importante precedente institucional.

A continuidade das alíquotas por decisão do STF causou desconforto no Senado, com parlamentares de oposição criticando a decisão do relator como um desrespeito ao Legislativo.

Impacto fiscal e econômico

O governo afirma que a manutenção do aumento do IOF ajudará a compensar uma perda de R$ 450 milhões em 2025 — relacionada à suspensão da alíquota sobre operações de risco sacado — e evitará um rombo estimado em R$ 3,5 bilhões em 2026.

Ao mesmo tempo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou que o governo avaliará novas medidas tributárias caso surjam sobras orçamentárias — embora afirme que a previsão de resultado primário para 2025 continua positiva .

Próximos passos

A questão voltará ao plenário do STF, que julgará o mérito das ações declaratórias (ADCs) e ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs). A decisão final definirá de forma definitiva a validade dessas alíquotas e servirá de precedente para futuros embates entre Executivo e Congresso sobre competências tributárias.

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