Bloqueio de fato de Ormuz reduz tráfego de petroleiros, enquanto EUA, Irã e Israel intensificam ataques em Teerã, Golfo Pérsico e Líbano nas últimas 24 horas.
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O fechamento do Estreito de Ormuz domina a cobertura da imprensa internacional, que trata a medida iraniana como o passo mais arriscado desde o início da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o país.
Embora alguns analistas de navegação falem em “fechamento de fato” e não em bloqueio formal, o tráfego de petroleiros despencou após mensagens do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) avisando por rádio que “nenhum navio está autorizado a atravessar” a passagem.

O que a imprensa diz sobre Ormuz
Segundo agências e TVs internacionais, o IRGC emitiu comunicados em VHF a navios na região informando que a passagem pelo Estreito de Ormuz “não está permitida”, o que foi confirmado por um oficial da missão naval europeia Aspides. Plataformas de inteligência marítima apontam que o fluxo de navios cargueiros e petroleiros “colapsou” desde domingo, com embarcações ancoradas ou dando meia-volta para o Golfo de Omã e o Mar Arábico.
Análises de Al Jazeera, Council on Foreign Relations e veículos financeiros como CNBC e outros destacam que:
Entre 20% e 30% do petróleo e gás negociados no mundo passa por Ormuz.
Uma interrupção prolongada poderia empurrar o barril de petróleo para três dígitos, com choque comparável ou pior que o embargo árabe e a Revolução Iraniana dos anos 1970.
O cenário de “bloqueio total” ainda não é garantido, mas o simples risco já está sendo precificado pelas bolsas e pode levar a nova rodada de inflação e recessão em economias frágeis.
Especialistas lembram ainda que o Irã vinha testando o limite há semanas, com fechamentos parciais para exercícios militares, mas a escalada após a morte do líder supremo Ali Khamenei e os bombardeios massivos mudaram o patamar do confronto.
Últimas 24 horas da guerra: onde EUA e Irã bombardearam
Um panorama compilado por redes internacionais e agências mostra que, nas últimas 24 horas:
Estados Unidos seguiram conduzindo ataques aéreos e com mísseis de cruzeiro contra bases de mísseis, radares, depósitos de munição e instalações da Guarda Revolucionária no centro e oeste do Irã.
Explosões foram relatadas em Teerã, Isfahan, Qom, Kermanshah, Karaj, Dezful, arredores de Shiraz, Kerman e partes de Hormozgan, incluindo áreas próximas à costa e ilhas estratégicas do Golfo.
A cronologia de Xinhua e outras agências aponta que os bombardeios também atingiram a zona próxima ao escritório do líder supremo, em Teerã, num dos ataques iniciais que resultaram na morte de Khamenei.
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Irã
Lançou mísseis e drones contra bases americanas em países do Golfo (como Emirados Árabes, Qatar e Bahrein) e contra instalações energéticas e portuárias em estados rivais, causando danos em terminais e oleodutos secundários.
Reivindicou ataques a infraestruturas de energia “ao longo do Golfo”, segundo Al Jazeera, num esforço declarado de pressionar o Ocidente via mercado de petróleo.
A imprensa iraniana fala em “resposta proporcional”, mas reconhece dezenas de mortos e centenas de feridos após ondas sucessivas de bombardeios americano‑israelenses.
Ações de Israel no conflito
Israel é descrito por veículos como BBC, Al Jazeera e outros como parceiro central da ofensiva.
A Força de Defesa de Israel (IDF) afirma ter empregado centenas de caças em uma “ampla ofensiva” contra o sistema de mísseis e defesa aérea iraniano, com cerca de 500 alvos atingidos em poucas horas, principalmente no oeste e centro do país.
Israel também ampliou a frente de guerra ao Líbano, com ataques contra posições do Hezbollah após disparos de foguetes e mísseis em direção ao norte israelense, e elevou o nível de prontidão em cidades como Tel Aviv, Haifa e áreas próximas à fronteira.
Fontes citadas pela imprensa internacional informam ainda que Israel participou de missões contra três instalações nucleares-chave, em coordenação com os EUA, numa tentativa de degradar a capacidade atômica iraniana.
O governo israelense diz que continuará a “atingir todos os alvos do regime dos aiatolás”, enquanto reforça defesas para novos salvos de mísseis iranianos ou de grupos aliados como Hezbollah e milícias no Iraque e na Síria.
Risco global e clima internacional
Análises em jornais europeus, norte‑americanos e de países asiáticos convergem em três pontos centrais:
Ormuz virou a peça central da guerra – O choque militar deixou de ser apenas sobre alvos em solo iraniano e passou a ameaçar diretamente o sistema global de energia e transporte marítimo.
Mercados estão em modo pânico cauteloso – Ainda não há interrupção total de oferta, mas cada novo ataque na região do Golfo aumenta o prêmio de risco do petróleo e do gás.

Escalada regional é o temor principal
Se o bloqueio se estender ou envolver ataques a grandes infraestruturas em países como Arábia Saudita, Emirados ou Qatar, a crise pode se transformar de guerra localizada em choque global de energia e segurança.
Enquanto chancelerias falam em cessar‑fogo e rotas alternativas de exportação, a leitura predominante na imprensa internacional é de que o fechamento de fato do Estreito de Ormuz, somado à intensificação dos ataques de EUA, Irã e Israel, marca o momento mais perigoso do conflito até agora — com impacto direto nos bolsos e na segurança de países muito além do Oriente Médio.






