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Campo Grande, 10 de outubro de 2026

Diesel sobe até 21% e amplia diferença de preços entre postos na Capital

  • 19 de março, 2026
  • Economia
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Levantamento do Procon-MS indica impacto de cenário internacional e leva à intensificação da fiscalização nos combustíveis.

Considerando a diferença entre o menor e o maior preço, um abastecimento de 50 litros pode gerar economia superior a R$ 60 em alguns casos, dependendo do combustível e da região da cidade.

A pesquisa mais recente do Procon Mato Grosso do Sul identificou forte oscilação nos preços do diesel em Campo Grande, com diferenças significativas entre postos e altas expressivas entre fevereiro e março.

O levantamento foi realizado entre 11 e 13 de março de 2026, em 35 estabelecimentos, analisando gasolina comum, etanol, diesel S500, diesel S10 e GNV, com preços coletados para pagamentos à vista, no débito e no crédito.

Abastecimento a granel: Como funciona?

Diesel concentra maior disparidade de preços
Na região central, o diesel S10 chegou a R$ 7,95 no crédito, enquanto o diesel S500 atingiu R$ 7,90 nas bombas. Nas mesmas condições, os menores valores foram de R$ 6,71 para o S10 e R$ 6,52 para o S500, resultando em variação de até 21,17% entre os postos, o que evidencia diferenças relevantes na política de preços praticada dentro de uma mesma região.

Segundo o Procon, o comportamento pode refletir ajustes de mercado diante das incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio, que afeta diretamente a cadeia global de combustíveis.

Os dados mostram ainda que a dispersão não se limita ao Centro: na região do Imbirussu, por exemplo, o diesel S10 variou de R$ 6,49 a R$ 7,39 no pagamento à vista, diferença de 17,49%, e regiões como Bandeira e Anhanduizinho também registraram oscilações relevantes, embora menores que as centrais.

Comportamento de gasolina, etanol e GNV
Além do diesel, outros combustíveis também tiveram variações, porém menos intensas.

A gasolina comum foi encontrada entre R$ 5,95 e R$ 6,69, com maior diferença na região do Imbirussu, onde a variação chegou a 10,03% no crédito, enquanto Prosa e Segredo registraram oscilações de 8,35% e 6,57%, respectivamente.

O etanol foi vendido entre R$ 4,15 e R$ 4,69, com as maiores variações nas regiões do Segredo (9,84%) e do Imbirussu (8,19%), considerando pagamento no cartão.

O GNV, por sua vez, manteve estabilidade, sem variações relevantes no período analisado.

Comparação entre fevereiro e março
A comparação entre fevereiro e março confirma uma tendência de alta, sobretudo no diesel.

Na região central, o diesel S10 teve aumento de até 29,38% no pagamento à vista, passando de R$ 5,99 para R$ 7,75, enquanto no crédito a alta foi de 25,59%, com o valor subindo de R$ 6,33 para R$ 7,95.

Outras regiões também registraram elevações expressivas: no Anhanduizinho, o diesel S10 subiu até 25,66%, e no Bandeira a alta chegou a 23,15%, com o diesel S500 acompanhando esse movimento, com aumentos de até 28,55% em determinados recortes.

Gasolina e etanol tiveram comportamento mais moderado, com a gasolina comum avançando em geral menos de 6% no mês, enquanto o etanol apresentou aumento de até 4,66% em regiões como Prosa e Segredo; o GNV permaneceu estável.

Impacto no bolso do consumidor
A variação captada pelo Procon representa impacto direto nas despesas de quem abastece com frequência.

Considerando a diferença entre o menor e o maior preço, um abastecimento de 50 litros pode gerar economia superior a R$ 60 em alguns casos, dependendo do combustível e da região da cidade.

Fiscalização reforçada nos postos
Diante do cenário de alta e dispersão de preços, o Procon-MS intensificou o monitoramento dos postos de combustíveis em Campo Grande, com nove estabelecimentos já notificados de forma preventiva em relação a possíveis aumentos abusivos.

O órgão ressalta que, embora o setor funcione em regime de mercado livre e sofra influência de fatores externos, os empresários devem manter margens de lucro consideradas razoáveis, compatíveis com os custos da cadeia de combustíveis.

As ações de fiscalização seguem em andamento e incluem a apuração de denúncias feitas pelos consumidores por meio do telefone 151 e do site do Procon-MS, podendo ocorrer de forma integrada com Procons municipais, órgãos de metrologia e a ANP, além do apoio de forças policiais.

A atuação está alinhada à articulação nacional coordenada pela Senacon, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
​
Verificação de práticas e transparência
Além da coleta de preços, as equipes verificam a qualidade dos combustíveis, a quantidade efetivamente fornecida pelas bombas e o cumprimento das regras de transparência ao consumidor.

Entre os pontos avaliados estão a correta exibição dos valores e a informação sobre benefícios tributários, como a zeragem de PIS e Cofins sobre o diesel determinada pelo governo federal.

As ações seguem as diretrizes da Medida Provisória nº 1.340, de 12 de março de 2026, que autoriza subvenção econômica ao diesel e reforça a atuação dos órgãos de defesa do consumidor na apuração de possíveis práticas abusivas e na garantia de informações claras ao público.

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