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Campo Grande, 17 de outubro de 2026

Brasil surpreende e fica entre as maiores altas do PIB em 2026

  • 30 de maio, 2026
  • Economia
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Crescimento de 1,1% no 1º trimestre é puxado por agronegócio e consumo financiado por crédito. FMI reajusta projeção e vê Brasil mais perto do top 10.

PIB cresce 1,1% no primeiro trimestre de 2026 e confirma aceleração do Brasil - Paulo Gala / Economia & Finanças

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado colocou o país entre os que registraram as maiores altas no período, atrás apenas da Coreia do Sul (1,7%) e da China (1,3%).

A analista de economia Lucinda Pinto, em entrevista ao programa Bastidores CNN na sexta-feira (29/05), disse que o desempenho surpreendeu parte do mercado. “É um crescimento forte para um país que tem uma taxa de juros tão alta e por tanto tempo”, afirmou. Ela ressaltou ainda que o avanço brasileiro o deixa bem posicionado no cenário internacional.

Dois vetores sustentaram o resultado, segundo Lucinda: o impulso do agronegócio e o aumento do consumo das famílias, alimentado pela expansão do crédito e por medidas fiscais do governo. “O impacto do estímulo fiscal que o governo tem concedido talvez continue impactando o crescimento, a capacidade das famílias de consumir”, avaliou a analista.

Lucinda advertiu para o dilema entre incentivo fiscal e juros elevados: o estímulo aquece a demanda e pressiona a inflação, o que força o Banco Central a manter a taxa de juros em patamares elevados. “A gente está vendo ali duas forças, uma quase que anulando a outra sobre a economia”, resumiu.

Brasil voltará ao top 10 das maiores economias do mundo em 2026, aponta FMI | Brasil 247

Impacto nas projeções internacionais
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a projeção de crescimento do Brasil em 2026, para 1,9% (ante 1,6% anterior). Com o ritmo de crescimento atual, o país pode recuperar a nona posição entre as maiores economias do mundo ainda em 2026 — retomando espaço perdido no ano anterior para Rússia e Canadá.

Desempenho por setores
-Agropecuária: cresceu 2% no trimestre e continuou como principal motor do PIB, embora Lucinda tenha observado que a expansão foi “ligeiramente inferior” à do ano anterior.
-Indústria: registrou alta de 1%.
-Serviços: avançou 0,5%, sinalizando possível efeito das taxas de juros sobre o consumo.
–Consumo das famílias: subiu 1%, com destaque para a maior utilização de crédito. “As famílias se endividaram bastante”, comentou a analista.
-Consumo do governo: aumentou 0,4%, abaixo do esperado.
-Taxa de investimento: chegou a 16,5%, patamar ainda considerado baixo por analistas.

A leitura do trimestre mostra, portanto, um crescimento sustentado por rural e crédito, porém com sinais de tensão entre política fiscal e monetária que podem definir o ritmo futuro da economia.

Com informações do Portal CNN Economia

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