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Campo Grande, 05 de outubro de 2026

Banco Central confirma lançamento do Drex para 2026 e inicia fase restrita

  • 15 de setembro, 2025
  • Economia, Geral
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Moeda digital do real será aplicada inicialmente apenas em instituições financeiras, sem uso de blockchain ou tokenização.

De acordo com o Governo Federal em 2026, a moeda digital terá aplicação restrita a instituições financeiras, cartórios e corretores, com foco na reconciliação de garantias de crédito.

O Banco Central confirmou que o Drex, a versão digital do real, só será lançado em 2026. A primeira fase será mais restrita do que o previsto inicialmente, voltada apenas para bastidores do sistema financeiro, sem uso de blockchain ou tokenização.

O que é o Drex

O Drex é uma CBDC (Central Bank Digital Currency), ou seja, uma moeda digital emitida pelo Banco Central. Diferente das criptomoedas privadas, como o Bitcoin, o Drex é regulado e terá paridade com o real em papel.

Segundo a instituição, a moeda digital não vai substituir as cédulas, mas funcionará como uma camada adicional no sistema, com potencial para baratear operações financeiras, simplificar transações e criar novas modalidades de crédito e investimento.

Primeira etapa sem blockchain

No projeto original, o Drex seria baseado em blockchain e permitiria a tokenização de ativos, como imóveis e ações, além do uso de contratos inteligentes. Essas inovações, contudo, ficaram para fases futuras.

Em 2026, a moeda digital terá aplicação restrita a instituições financeiras, cartórios e corretores, com foco na reconciliação de garantias de crédito. Na prática, o sistema permitirá checar se um bem já foi usado como garantia em diferentes bancos, reduzindo riscos e aumentando a segurança do crédito.

Desinformação em circulação

Com o adiamento e a mudança de escopo, cresceram os boatos sobre o Drex. Entre os principais, estão as alegações de que:

-ele substituirá o dinheiro físico;

-será obrigatório para todos os cidadãos;

-permitirá monitoramento de cada gasto individual.

O Banco Central já desmentiu essas versões e reforçou que:

-o real em papel continuará existindo;

-o uso do Drex não será compulsório;

-Todas as operações respeitarão o sigilo bancário e a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

Lançamento gradual e cauteloso

Para conter as fake news, o Banco Central pretende adotar campanhas de comunicação semelhantes às realizadas no lançamento do Pix, com linguagem acessível para a população.

O Drex será lançado de forma gradual e conservadora, acompanhando o ritmo de outros países que também testam suas próprias moedas digitais. No futuro, o projeto pode evoluir para incluir blockchain, tokenização e contratos inteligentes, mas, por enquanto, o objetivo é avançar com segurança e estabilidade.

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