MS vendeu US$ 170 mi ao país em 2025. EUA é 2º parceiro com US$ 539 mi em carne e celulose.

Após escalada do conflito EUA-Irã, Donald Trump impôs tarifa de 25% a países que negociam com o Irã, medida anunciada segunda-feira (12/01) que pode impactar Mato Grosso do Sul, onde o país é o 9º parceiro comercial com US$ 170,8 milhões exportados em 2025, principalmente milho (28% do volume estadual).

Os EUA, segundo maior destino das exportações sul-mato-grossenses (US$ 539,4 milhões em carne bovina, celulose e ferro-gusa), aplicariam a sobretaxa aos produtos brasileiros.
A Aprosoja-MS alerta para pressão nos preços do milho e efeitos indiretos na soja, recomendando diversificação de mercados.
Impactos no agronegócio
O milho lidera as vendas ao Irã (1,6% do total exportado por MS), seguido por soja, açúcares e farelos. Nacionalmente, Brasil exportou US$ 2,92 bilhões ao país, também com milho em destaque. Produtores devem monitorar riscos cambiais e fluxos globais.
Entre os principais itens enviados por Mato Grosso do Sul aos Estados Unidos estão carne bovina, celulose e ferro-gusa. Esses produtos concentram parte relevante da pauta de exportações estaduais.

No caso da soja, o impacto deve ser menor. O Irã representou apenas 1% do volume exportado pelo Estado.
A Aprosoja-MS alerta para possíveis efeitos indiretos, como ajustes nos fluxos globais de comércio, volatilidade nos preços internacionais das commodities e variações cambiais.
“O cenário internacional tende a permanecer marcado por elevada incerteza, especialmente para cadeias mais expostas ao mercado iraniano, como a do milho em Mato Grosso do Sul”, pontua a entidade. A recomendação é que produtores, cooperativas e tradings adotem gestão ativa de risco, com diversificação de mercados e monitoramento constante das condições externas.






