Isenção para concorrentes como Colômbia e Vietnã aprofunda distorções. Exportadores pedem ação diplomática para reverter prejuízo.

Após o anúncio dos Estados Unidos de reduzir a tarifa global para cerca de 200 itens, o setor brasileiro de café afirma que o cenário comercial piorou para o país.
Enquanto concorrentes diretos, como Colômbia, Vietnã, Costa Rica, Etiópia e Indonésia, passaram a contar com alíquotas zeradas, o café nacional segue enfrentando sobretaxa de 40%, anteriormente era de 50%, em um dos mercados mais importantes do mundo.
Exportadores brasileiros de café afirmam que a situação ficou até pior para o Brasil após a recente redução da tarifa global dos Estados Unidos, já que concorrentes como Colômbia, Vietnã e outros receberam isenção total, enquanto o produto nacional mantém sobretaxa de 40% e registra queda acentuada nas exportações de cafés especiais.

Segundo o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), a desvantagem tarifária já provocou uma retração de 55% nas exportações de cafés especiais entre agosto e outubro, comparado ao mesmo período do ano anterior.
O temor é que o espaço perdido nos blends consumidos pelos americanos nunca seja recuperado, criando um prejuízo permanente e consolidando novos paladares no mercado importador.
Representantes do setor reivindicam que o governo brasileiro acelere negociações diplomáticas para tentar igualar o tratamento dado aos principais concorrentes, reverter a exclusão do Brasil e evitar que a posição estratégica do país seja comprometida.
Enquanto outros produtos agrícolas, como suco de laranja e castanha-do-pará, beneficiaram-se plenamente da isenção tarifária, carne bovina e café seguem enfrentando altos custos de entrada nos EUA, o que afeta produtores, exportadores e o desempenho geral do agronegócio brasileiro em 2025.






