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Campo Grande, 17 de agosto de 2026

Etanol brasileiro pode substituir gasolina com vantagem de custo e carbono

  • 1 de maio, 2026
  • Economia e Agronegócio, Tecnologia
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CEO da Atvos, Bruno Serapião afirma no VEJA Fórum de Energia que o país pode ampliar o protagonismo em energia limpa com base na produção agrícola e em ganhos de eficiência.

Bruno Serapião, CEO da Atvos, durante painel sobre energia limpa no VEJA Fórum de Energia, em São Paulo.

A transformação da liderança agrícola brasileira em protagonismo global na energia limpa foi o foco do último painel do VEJA Fórum de Energia 2026, realizado nesta segunda-feira (27/04), no hotel The Westin, no Itaim Bibi, em São Paulo.

Promovido por VEJA e VEJA NEGÓCIOS, o evento reuniu autoridades e executivos para discutir segurança energética, competitividade e transição da matriz no país.No encerramento, o debate concentrou-se no potencial do Brasil de converter sua base produtiva em vantagem estratégica no mercado internacional de biocombustíveis.

CEO da Atvos, Bruno Serapião afirmou que o país já reúne condições para ocupar um papel mais relevante na oferta global de energia renovável, como alternativa ao petróleo. “A crise no Oriente Médio destravou a procura por biocombustíveis em países altamente dependentes do petróleo”, explicou.

Milho avança e redefine a geografia do etanol brasileiro | CNN Brasil

Na avaliação do executivo, a competitividade brasileira está diretamente ligada à eficiência da cadeia integrada de biocombustíveis.

O modelo integrado, que combina produção agrícola, industrialização e aproveitamento de resíduos, permite ganhos de escala e redução de emissões.  “O etanol brasileiro tem menor pegada de carbono, é mais barato e pode substituir diretamente a gasolina”, afirmou.

Serapião também ressaltou que essa capacidade não depende de tecnologia externa. “Essa é uma tecnologia desenvolvida no Brasil, que pode ser exportada para o mundo”, disse. Segundo ele, há espaço para ampliar a produção utilizando áreas já degradadas, sem necessidade de desmatamento.

O executivo destacou ainda a integração entre produção de alimentos e energia, tema recorrente no debate internacional. Para ele, o avanço dos biocombustíveis pode coexistir com o aumento da produção agrícola, ampliando a eficiência do uso da terra.

“As mudanças climáticas já afetam diretamente a produção agrícola e exigem novas formas de planejamento”, disse, ao mencionar a necessidade de maior precisão na gestão de safras e produtividade.

Europa compra etanol brasileiro mais barato frente a crise energética -  DatamarNews

No campo da descarbonização, o executivo destacou que o etanol de cana brasileiro apresenta intensidade de carbono significativamente inferior à de alternativas internacionais, reforçando sua competitividade no processo de transição energética. “A proposta é transformar a empresa em uma plataforma global de biocombustíveis”, afirmou.

O painel encerrou o fórum com a avaliação de que o Brasil não apenas possui vantagens naturais e produtivas, mas também capacidade tecnológica para liderar a transição energética em segmentos específicos.

O desafio, segundo os participantes, está em converter esse potencial em escala global e consolidar o país como fornecedor estratégico de energia limpa.

Com informações do Portal Veja Negócios

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