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Campo Grande, 30 de outubro de 2026

Desempenho Industrial de MS encerra 2018 positivo

  • ÍNDICE GERAL
  • 19 de fevereiro, 2019
  • Destaque, Economia e Agronegócio, Geral
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O IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial) de Mato Grosso do Sul, que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial, encerrou o ano de 2018 positivo, alcançando em dezembro 50,9 pontos e tornou-se o 7º mês consecutivo em que ficou acima da linha divisória dos 50 pontos. Apesar de ficar acima da linha divisória, dezembro teve redução de 5,4 pontos na comparação com novembro, quando atingiu 56,3 pontos.

 

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, as variáveis de avaliação apresentaram o seguinte desempenho na passagem entre os dois meses: recuo na participação das empresas com produção estável ou crescente, na utilização da capacidade instalada e na participação das empresas que aumentaram o número de empregados no mês. “E aumentos na intenção de investimentos para os próximos seis meses e no índice de confiança”, pontuou.

 

Ele ressalta que a redução observada reflete o padrão usual do período, com queda da atividade industrial devido ao término das encomendas para o período de festas de fim de ano, bem como pela paralisação de algumas plantas para a realização de manutenções programadas. “Ainda assim, o resultado apurado pelo IGDI em dezembro de 2018 ficou 5,3 pontos superior à média histórica para o mês”, ressaltou.

 

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems acrescenta que, com todos os resultados consolidados, o IGDI continuou acima dos 50 pontos. “Essa constatação indica que, na média geral, o desempenho em dezembro foi positivo, segundo a percepção dos empresários respondentes”, analisou.

 

O ÍNDICE

 

O IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial. “Na elaboração, foram selecionadas cinco variáveis – emprego, investimento, produção industrial, utilização da capacidade instalada e confiança – e todas com peso de 20% na composição do Índice”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

 

No caso do emprego na indústria, o IGDI utiliza o percentual de estabelecimentos que aumentaram o número de empregados, enquanto na parte de investimento o Índice leva em consideração a intenção de investimentos para os próximos seis meses. Já da produção é usado o percentual de indústrias com a produção estável ou crescente, da utilização da capacidade instalada se pega o percentual médio e da confiança a base é o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial).

 

O IGDI Fiems contou com a avaliação, validação e auxílio técnico do professor-doutor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios e do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ESAN/UFMS). “O professor é matemático com atuação na utilização de métodos quantitativos em economia e tem comprovada experiência na elaboração e uso de indicadores sintéticos”, reforçou o economista.

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