Questionado por repórteres, presidente dos EUA também não respondeu se reconhece a vitória de Lula, mas afirmou que falará com o presidente brasileiro. Sem apresentar provas, afirmou que as eleições brasileiras foram ‘vergonhosas’.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (29/10) que não tomou partido nas eleições do Brasil a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Trump também afirmou que falará com Lula, mas, novamente não disse se reconhece a vitória do presidente brasileiro. Questionado sobre quem, para ele, havia vencido as eleições no Brasil, ele respondeu que “não quero comentar isso agora”. E voltou a criticar o pleito, que chamou de “vergonhoso”, sem apresentar provas.
Situação vergonhosa
“Não quero comentar isso agora, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro”, afirmou o presidente dos EUA. “Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente (Lula) — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei. Mas, ao observar o que aconteceu no Brasil… bem, basta olhar para o mercado. O mercado despencou. Enfim, achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil”, disse.

Nos EUA, Trump enfrenta uma eleição decisiva para o restante de seu mandato.
Na próxima terça (03/11), os americanos vão às urnas para renovar a Câmara e parte do Senado. Projeções eleitorais indicam que os democratas têm chances de conquistar o controle das duas Casas do Congresso. Diante desse cenário, o republicano já levantou dúvidas se aceitará o resultado das urnas. “Respeitarei, se forem eleições honestas”, afirmou Trump.
Contrariando a postura que tem adotado em eleições na América Latina, Donald Trump não apoiou publicamente nenhum candidato no pleito do Brasil. O governo brasileiro ainda não havia comentado, até a última atualização desta reportagem, a declaração de Trump de que Lula pediu ao norte-americano não se posicionar.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reunirá com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante o encontro de chanceleres do G20, que acontece hoje, sexta-feira (30/10) e no sábado (31) em Atlanta, nos EUA.
Na quarta-feira (28/10), também sem apresentar provas, Trump afirmou que as eleições no Brasil foram “muito estranhas”, mas negou se pronunciar sobre a carta que o senador Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições, divulgou, em que autointitulava-se “líder do Brasil”.
Ele também disse ter aprovado a ida de Flávio aos Estados Unidos, mas afirmou que não se envolveria no tema. “Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”, afirmou, na ocasião.
O senador chegou aos EUA na quarta em um avião privado após deixar o Brasil por uma fronteira terrestre com a Argentina. O trajeto incluiu uma escala no Equador antes da chegada aos Estados Unidos.
As alegações de fraude eleitoral, divulgadas sem apresentação de provas, contrastam com o resultado oficial confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que declarou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.
O PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu o resultado eleitoral, mas pediu esclarecimentos à Justiça.
Com informações do Portal G1







