Celebração gratuita acontece de 26 a 28 de março, reunindo música, literatura, cinema, debates e formação artística

“Acredito nos jovens à procura de caminhos novos abrindo espaços largos na vida”, escreveu Cora Coralina. É nesse território de descoberta, experimentação e criação que o Festival da Juventude 2026 retorna ao campus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, entre os dias 26 e 28 de março, reunindo música, literatura, cinema, debates e formação artística. Entre os destaques da programação estão dois nomes que representam momentos distintos da música brasileira: Ney Matogrosso e Chico Chico.
Depois de reunir cerca de cinco mil pessoas em sua primeira edição, em 2024, o festival retorna consolidando sua proposta de colocar a juventude no centro da criação cultural, aproximando jovens artistas, escritores, estudantes e público em geral de grandes nomes da produção artística brasileira. O lançamento oficial do Festival da Juventude 2026 acontece nesta quinta-feira (5), durante a programação de recepção dos calouros da UFMS.
NEY MATOGROSSO
Um dos momentos mais aguardados é a presença de Ney Matogrosso no Teatro Glauce Rocha, na abertura do festival, no dia 26, em uma palestra-show que propõe um encontro direto entre o artista e o público.

No palco, Ney, com sua presença cênica, carrega a cada gesto a experiência de décadas dedicadas à arte. Entre histórias e canções, o público acompanhará um artista que transformou a música brasileira com sua liberdade estética e sua força interpretativa.
Para a coordenadora do festival, Andréa Freire, receber Ney Matogrosso tem um significado especial. “É uma alegria imensa poder receber o Ney aqui no Teatro Glauce Rocha e compartilhar esse momento com a juventude do nosso estado. Ney nasceu nesta terra, quando ainda éramos Mato Grosso, e se tornou um dos maiores artistas da cultura brasileira”.
CHICO CHICO
Representando uma das vozes mais instigantes da nova geração da música brasileira, Chico Chico chega com o show “Let It Burn – Deixa Arder”, trabalho que revela a fase mais autoral de sua trajetória artística.

No palco, o repertório percorre caminhos diversos: do blues autobiográfico “Two Mother’s Blues” à milonga “Lugarzinho”, passando pelo groove brasileiro de “Hora H”, o tom espiritual de “Acaso Inevitável” e a delicadeza de “Canção de Ninar”. Em outras faixas, Chico navega entre referências do folk norte-americano e do folclore brasileiro, como em “Reason to Moan” e “Na Minha Idade”.
FESTIVAL
Mais do que shows, o Festival da Juventude aposta na criação artística e na formação como pilares de sua proposta. Para Andréa Freire, o festival nasce da necessidade de criar um espaço onde a juventude possa se reconhecer e se expressar.
“O foco do festival é estimular a expressão, o pensamento e a sensibilidade de jovens por meio da literatura e artes afins. Buscamos promover um território onde a juventude se encontra e se revela no contato com a arte e com seus pares”.
A programação inclui concursos literários, batalha de rima e o desafio audiovisual “1 minuto de cinema inspirado na literatura”, que premiam jovens criadores e publicam os textos vencedores em livro. As inscrições seguem abertas até o dia 15 de março.
Além das apresentações artísticas, o festival contará com uma ampla programação formativa com oficinas de escrita criativa, mediação de leitura, roteiro cinematográfico, criação de aplicativos, interpretação para cinema e TV e poesia slam, que seguem abertas até o dia 20 de março, no site do festival.
Mais informações estão disponíveis no site oficial do festival https://festjuv.com.br/2026/ e pelo Instagram @festivaldajuventudems.






