A semana nos mercados financeiros foi marcada por intensa volatilidade, impulsionada principalmente pela escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

As bolsas globais registraram perdas significativas, o dólar apresentou oscilações acentuadas e os investidores buscaram ativos considerados mais seguros, como o ouro.
Bolsas em queda acentuada
Na quinta-feira (10), os principais índices de Wall Street encerraram o dia em forte baixa:
Dow Jones: queda de 2,50%, fechando aos 39.593,44 pontos;
S&P 500: recuo de 3,46%, aos 5.268,05 pontos;
Nasdaq: desvalorização de 4,31%, atingindo 16.387,31 pontos.
As ações das chamadas “Sete Magníficas”, que haviam liderado os ganhos na véspera, foram as mais afetadas. A Tesla, por exemplo, caiu 7,3% após disparar mais de 23% na quarta-feira. A Nvidia recuou 5,9% depois de um ganho de 19% no dia anterior. A Apple teve queda de 4,2%, enquanto a AMD caiu 8,4%. A Microsoft também registrou baixa de 2,34%.
A confirmação de que as tarifas dos EUA sobre importações chinesas somam 145%, e não 125% como anunciado anteriormente, aumentou as preocupações dos investidores sobre os impactos econômicos dessas medidas.
Dólar oscila diante de incertezas
O dólar apresentou volatilidade durante a semana. Na quinta-feira (10/04), a moeda norte-americana fechou cotada a R$5,88 mesmo com a suspensão temporária de algumas tarifas pelo governo dos EUA.
A desvalorização do dólar foi influenciada pela fuga de investidores dos ativos dos EUA, com o índice do dólar caindo abaixo de 100 pela primeira vez desde julho de 2023. O euro subiu para US$ 1,13855, nível não visto desde fevereiro de 2022.
Ouro atinge recorde histórico
Com a escalada das tensões comerciais, os investidores buscaram ativos de refúgio. O ouro à vista subiu mais de 1% na sexta-feira (11), atingindo US$ 3.207,20 por onça, um novo recorde histórico.
Expectativas para hoje (sexta-feira, 11 de abril)
Para esta sexta-feira, os mercados devem continuar atentos aos desdobramentos da guerra comercial entre EUA e China. A volatilidade deve permanecer elevada, com os investidores monitorando possíveis novas medidas tarifárias e suas implicações econômicas.
No Brasil, o Ibovespa pode seguir a tendência das bolsas internacionais, reagindo às notícias externas e aos dados econômicos locais. A cotação do dólar deve continuar oscilando conforme o apetite ao risco dos investidores e as expectativas em relação à política monetária dos EUA.








