Ibovespa e dólar caem, enquanto juros futuros sobem em meio a incertezas fiscais e econômicas.

Nesta quinta-feira, 29 de maio de 2025, o mercado financeiro brasileiro registrou movimentos de cautela, com o Ibovespa e o dólar apresentando quedas, enquanto os juros futuros subiram. O cenário reflete a apreensão dos investidores diante do impasse sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a divulgação de dados econômicos no Brasil e nos Estados Unidos.
Por volta das 13h (horário de Brasília) o dólar comercial estava em queda de 0,80% cotado a R$5,65, o euro em queda de 0,13% cotado em R$6,42 e a Bovespa em queda de 0,45% com 138.258,94 pontos.
Pressão política sobre o IOF
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Motta, estabeleceu um prazo de dez dias para que o governo federal apresente uma alternativa ao aumento do IOF. A medida, anunciada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, visa aumentar a arrecadação, mas enfrenta resistência no Congresso Nacional, onde já foram apresentados pelo menos 20 projetos para derrubar o decreto.
Dados econômicos influenciam o mercado
No Brasil, a taxa de desemprego medida pelo IBGE ficou abaixo do esperado, indicando um mercado de trabalho mais aquecido. Nos Estados Unidos, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou uma contração de 0,2% no primeiro trimestre, em base anualizada, sinalizando uma desaceleração da economia americana.
Reações do mercado
Diante desse cenário, o Ibovespa recuou, refletindo a cautela dos investidores. O dólar também apresentou queda, enquanto os juros futuros subiram, pressionados pelas incertezas fiscais e pela possibilidade de manutenção de uma política monetária mais restritiva.
Repercussão nas redes sociais
A decisão do governo de aumentar o IOF gerou forte reação negativa nas redes sociais. Mais de 70% das menções ao tema foram críticas, com o ministro Fernando Haddad sendo apelidado de “Taxad” por influenciadores e parlamentares da oposição.
O mercado financeiro brasileiro segue atento às negociações políticas em torno do IOF e à divulgação de novos dados econômicos, que podem influenciar as expectativas sobre a política fiscal e monetária do país.








