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Campo Grande, 09 de outubro de 2026

Ibovespa recua com incertezas sobre tarifas dos EUA e dólar oscila 

  • 24 de julho, 2025
  • Cotação do Dólar
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Mercado brasileiro é pressionado por juros futuros e cenário internacional; BCE mantém taxa básica da zona do euro em 2%.

A moeda norte-americana chegou a R$ 5,522 com queda de 0,02%  às 13h30.

O Ibovespa opera em queda nesta quinta-feira (24/07), refletindo o ambiente de cautela com as incertezas em torno das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e seus impactos sobre a economia brasileira. Por volta das 13h30 (Brasília), o Ibovespa recuava  0,95% com 134.077,7 pontos.

O dólar comercial, por sua vez, apresentava oscilações ao longo da manhã. A moeda norte-americana chegou a  R$ 5,522 com queda de 0,02%  às 13h30.O movimento acompanha o desempenho das demais moedas emergentes e reflete também o impacto de negociações comerciais internacionais. O dólar fechou em queda de 0,80% nesta quarta-feira (23/07), cotado a R$ 5,5223.

Pressões externas e incertezas locais
Os investidores monitoram os desdobramentos do impasse tarifário entre Brasil e Estados Unidos, especialmente após o governo norte-americano anunciar novas tarifas sobre aço e alumínio brasileiros. O ambiente de incerteza pressiona os juros futuros de longo prazo, o que acaba influenciando negativamente os ativos de risco, como ações de empresas dependentes da economia doméstica e do consumo.

Além disso, o mercado também acompanhou nesta manhã a decisão do Banco Central Europeu (BCE), que optou por manter a taxa de juros da zona do euro em 2% ao ano, frustrando parte das expectativas por uma redução ainda em julho. A presidente da instituição, Christine Lagarde, indicou que os cortes só deverão ocorrer caso a inflação continue sob controle, o que trouxe volatilidade às bolsas europeias e influenciou os mercados emergentes.

Ações em destaque: sobe e desce
No Ibovespa, algumas ações reagiram de forma mais intensa ao cenário atual:
Smart Fit (SMFT3): queda de 3,06%, pressionada pelo avanço dos juros futuros, que impacta negócios dependentes de crédito ao consumidor.
Yduqs (YDUQ3): recuo de 2,84%, refletindo preocupações com financiamento estudantil.
Cyrela (CYRE3): baixa de 2,60%, com impacto direto da abertura da curva de juros.
Vamos (VAMO3): alta de 1,29%, revertendo as perdas da sessão anterior.
Braskem (BRKM5) e Brava (BRAV3): subiam 0,89%, impulsionadas por acordos de acionistas e boas expectativas de receita.

Tesouro Nacional conclui leilões com forte demanda
Outro destaque do dia foi o sucesso nos leilões de títulos públicos promovidos pelo Tesouro Nacional:
Foram vendidos 3 milhões de NTN-F com vencimentos em 2031 e 2035, com taxa média próxima de 14,02%.
Já o leilão de 10 milhões de LTN teve uma colocação de 93,7% do lote, com taxas que chegaram a 14,83%, evidenciando forte demanda, apesar da cautela com o cenário fiscal e político.

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