Expectativa por audiência de Haddad e foco em dados internacionais mantêm volatilidade; petróleo atinge preço máximo de sete semanas.

O Ibovespa futuro iniciou a quarta-feira (11/06) registrando leve queda de 0,13%, cotado a 136.840 pontos por volta das 10h45, pressionado pela expectativa em torno da audiência pública do ministro Fernando Haddad na Câmara. Haddad explica as alternativas da Fazenda para compensar o aumento do IOF, enquanto o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de evento em Brasília durante o silêncio eleitoral do Copom.
O viés cauteloso no mercado também reflete os primeiros dados do CPI dos EUA: a inflação de maio ficou em 0,10% no mês e 2,4% no acumulado anual, abaixo das expectativas de 0,20% e 2,5%, respectivamente. Esse alívio projeta impacto positivo para ativos de risco globais. Com o cenário externo equilibrado, os futuros de Wall Street oscilaram modestamente após o fechamento em alta do dia anterior, sustentados por sinais de um acordo comercial entre EUA e China. Internamente, os investidores monitoram a tramitação da compensação ao IOF no Congresso, que pode gerar resistência política.
Bolsas globais e matérias-primas
Na Europa, os pregões operam entre ligeira alta e leve queda, em sintonia com o avanço das negociações sino-americanas. O Ibovespa futuro chegou a 137.415 pontos durante o pregão, com suporte técnico entre 136.293 e 135.716.
O petróleo Brent registrou valorização de 2,05%, alcançando US$ 68,24 o barril — sua máxima em sete semanas — impulsionado também pelo ambiente global de alívio nas tensões comerciais
Já o WTI avançou 1,95%, negociado a US$ 66,25. Esse movimento eleva o viés das ações da Petrobras, que operam com ganhos de cerca de 1%, consolidando bom desempenho há dois dias consecutivos.
Câmbio e cenário doméstico
O dólar comercial recua levemente, cotado a R$ 5,53, sustentado pelo fluxo de recursos externos e pelo enfraquecimento da moeda americana frente a outras divisas
No entanto, o mercado permanece sensível ao resultado da reunião do Copom na próxima semana e às definições fiscais.
A sessão também está marcada por ajustes nos juros futuros, com viés misto, em função das incertezas à frente. Analistas avaliam que, se o Congresso barrar as compensações ao IOF, o movimento pode limitar a pressão sobre os contratos.
Cenário para o resto do dia
Os investidores devem acompanhar o desenrolar das declarações de Haddad, que podem alterar a percepção de risco fiscal. No exterior, o segundo round do CPI americano e eventuais novas informações sobre o acordo entre EUA e China serão observados de perto. No âmbito corporativo nacional, a atenção recai sobre Petrobras e bancos, que vêm ditando o ritmo do Ibovespa.
Se o cenário internacional permanecer favorável e o governo avançar nas medidas fiscais sem tumultos no Congresso, é provável que o Ibovespa futuro teste a resistência em torno dos 137.400 pontos. Por outro lado, retrocessos no acordo externo ou ruídos internos podem pressionar o mercado para baixo, testando suportes próximos dos 136 mil.
Resumo do panorama
Ibovespa futuro: 136.840 pontos (–0,13%), oscilando entre 135.900 e 136.363,75 pontos.
CPI EUA: +0,10% mês / +2,4% ano, abaixo do esperado
Petróleo: Brent a US$ 68,24 (+2,05%), WTI a US$ 66,25 (+1,95%).
Dólar: R$ 5,53, leve queda de 0,61%.






