Às 12h (de Brasília) o dólar estava em queda de 0,30%, cotado em R$5,344 e a Bovespa em alta de 0,71% com 148.471,48 pontos.
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O dólar comercial iniciou a quarta-feira (29/10), com valorização ante o real. Às 7h, a cotação atingiu R$ 5,3720 na compra e R$ 5,3730 na venda, segundo dados do Banco Central do Brasil.
Essa alta de 0,1% em relação ao fechamento anterior de segunda-feira reflete expectativas sobre a decisão de juros do Federal Reserve nos Estados Unidos, marcada para o fim do dia. Investidores monitoram o possível corte de 25 pontos base na taxa básica americana, o que pode influenciar fluxos para mercados emergentes como o brasileiro.
A variação ocorre em um contexto de estabilidade global, com o índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas, estável em torno de 103 pontos.
No Brasil, o mercado reage a dados recentes de inflação controlada, como o IPCA-15 de outubro em 0,18%, abaixo das projeções. Essa dinâmica afeta diretamente importadores e exportadores, com o setor de commodities atento a qualquer sinal de fraqueza na moeda americana.
Cotação inicial: R$ 5,3720 (compra) e R$ 5,3730 (venda).
Variação diária projetada: entre +0,05% e +0,3%, dependendo de notícias do Fed.
Influência externa: Dólar fraco favorece emergentes, com foco em Brasil e México.
Oscilações iniciais do dólar
A moeda americana registrou mínima de R$ 5,3530 logo no início das negociações e máxima de R$ 5,3880 por volta das 6h45. Esses níveis refletem o volume ainda baixo no horário matutino, com operadores ajustando posições antes da abertura oficial da B3 às 10h. A tendência de alta leve decorre de uma correção após a queda de 0,19% na segunda-feira, quando o dólar fechou em R$ 5,3600.
Fatores como o saldo comercial brasileiro positivo em outubro, com superávit projetado em US$ 8 bilhões, sustentam a resiliência do real. Bancos como Itaú e Bradesco indicam que o patamar atual equilibra pressões fiscais internas com otimismo externo.
Desempenho do Ibovespa e índices principais
O Ibovespa futuro apontava para abertura positiva, com ganhos de 0,2% no pré-mercado, mirando os 147.500 pontos. O índice principal da bolsa brasileira acumulava cinco altas consecutivas na semana anterior, impulsionado por bancos e varejo. Na terça-feira, fechou em 147.428,90 pontos, renovando recorde histórico com alta de 0,31%.
Setores como financeiro e consumo lideram as valorizações matinais. Itaú Unibanco (ITUB4) subia 0,4% nas projeções iniciais, enquanto Bradesco (BBDC4) avançava 0,3%. Esses movimentos acompanham o rali em emergentes, com o MSCI Emerging Markets em alta de 0,5% nas negociações asiáticas.
O índice Small Caps, que foca em empresas menores, registrava variação positiva de 0,1%, beneficiado por dados de emprego nos EUA divulgados na véspera. Analistas preveem que o Ibovespa teste os 148 mil pontos até o fim da semana, se o Fed confirmar o corte de juros.
Ações em destaque no pregão
Petrobras (PETR4) iniciava o dia com leve recuo de 0,2%, cotada em R$ 38,50, pressionada pela queda no petróleo Brent para US$ 72 por barril. A estatal reportou produção média de 2,8 milhões de barris diários em outubro, um aumento de 1% ante setembro. Apesar disso, o foco está nos resultados do terceiro trimestre, com lucro projetado em R$ 30 bilhões.
Vale (VALE3) contrastava com alta de 0,8%, alcançando R$ 62,20, graças à demanda chinesa por minério de ferro. A mineradora embarcou 102 milhões de toneladas no acumulado do ano até outubro, superando recordes anteriores. Investidores acompanham a reunião Trump-Xi, que pode elevar cotações de commodities.
Outras ações como Lojas Renner (LREN3) subiam 0,5% em meio a previsões de recuperação no varejo para dezembro. C&A (CEAB3) ganhava 0,3%, apoiada por cortes na expectativa de inflação para 2025, agora em 4,70%.
Tendências nas criptomoedas
Bitcoin negociava a US$ 113.000 às 7h, com recuo de 0,5% nas últimas 24 horas, após pico de US$ 114.600 na terça. O ativo acumulava ganho semanal de 7%, impulsionado por entradas em ETFs de US$ 202 milhões no dia anterior. Ethereum seguia similar, cotado em US$ 3.200, com influxo de US$ 246 milhões em fundos spot.
O mercado de cripto reflete apetite por risco, com volume global de US$ 48 bilhões. Analistas destacam a proximidade da halving histórica, mas alertam para volatilidade ante decisões do Fed. No Brasil, exchanges como Mercado Bitcoin reportam aumento de 15% em negociações matinais.
Variações em ações de valor
Ações de valor, como bancos e estatais, mostram resiliência inicial. Banco do Brasil (BBAS3) avançava 0,4% para R$ 52,10, beneficiado por projeções de Selic em 10,5% para 2026. Santander (SANB11) subia 0,2%, com foco em expansão digital.
Petrobras preferenciais (PETR4) mantinham estabilidade relativa, apesar da pressão do óleo. Dividend yield projetado para 2025 fica em 8%, atraindo investidores de longo prazo. Vale ordinárias (VALE3) lideravam ganhos em commodities, com exportações recordes sustentando o otimismo.
Movimentos globais que afetam o Brasil
O S&P 500 futuro subia 0,3% em Nova York, antecipando o anúncio do Fed às 15h (horário de Brasília). Na Ásia, o Nikkei encerrava em alta de 0,4%, enquanto o FTSE europeu abria estável. Esses fluxos favorecem o real, com carry trade beneficiando yields brasileiros.
Dados de emprego nos EUA, com JOLTs em 8,7 milhões para setembro, indicam mercado aquecido, mas sem pressões inflacionárias. No Brasil, o Tesouro Nacional manteve metas de dívida para 2025, com prazo médio entre 3,8 e 4,2 anos.
A paralisação parcial do governo americano, em seu 24º dia, adia divulgações de inflação, aumentando incertezas. Ainda assim, o otimismo prevalece, com emergentes captando US$ 7 bilhões em outubro.






