Moeda norte-americana sobe 0,31% a R$ 5,387 (por volta das 10h) em meio a novas ameaças de tarifas de Trump e balanços de gigantes como Netflix e Coca-Cola nos EUA. Ibovespa aumenta 0,77% em 144.509,31 pontos.

O dólar operava em alta na manhã desta terça-feira (21/10), em um dia de agenda econômica mais esvaziada, mas marcado por atenção redobrada ao cenário internacional. O movimento reflete as novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China, as falas esperadas de dirigentes do Federal Reserve (Fed) e a divulgação de balanços corporativos importantes.
Às 9h26 (de Brasília), a moeda norte-americana avançava 0,3%, sendo negociada a R$ 5,388. Na véspera, havia recuado 0,63%, encerrando a R$ 5,37. No acumulado de outubro, o dólar registra alta de 0,91%, mas ainda acumula queda de 13,09% em 2025.
O Ibovespa, principal índice da B3, retoma negociações às 10h, após fechar o último pregão em alta de 0,77%, aos 144,5 mil pontos. No mês, o índice acumula queda de 1,18%, mas sobe 20,14% no ano.
Guerra comercial EUA x China
O impasse comercial entre as duas maiores potências do mundo continua no centro das atenções. Após um período de trégua, Trump voltou a ameaçar a China com tarifas de até 155% sobre produtos importados, caso não haja acordo até 1º de novembro. Ele disse, porém, esperar um entendimento com o presidente Xi Jinping, com quem deve se reunir durante a cúpula da Apec, na Coreia do Sul, no fim do mês.
Expectativas com o Fed e “shutdown”
Os investidores também acompanham as falas de membros do Fed, em busca de sinais sobre o rumo da taxa básica de juros dos EUA, hoje entre 4% e 4,25% ao ano. O destaque será o discurso do diretor Christopher Waller, uma semana antes da nova reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).
Outro ponto de atenção é o prolongado “shutdown” do governo norte-americano, que já provoca prejuízos de cerca de US$ 15 bilhões por dia, segundo o Tesouro dos EUA.
Balanços corporativos
Após o fechamento do mercado, serão divulgados os resultados trimestrais de Netflix, Coca-Cola e General Motors. De acordo com o Bank of America, 75% das empresas do S&P 500 que já reportaram seus resultados do terceiro trimestre superaram as expectativas dos analistas.






