Status de capital da celulose é a base de um processo que propõe novos avanços na rede econômica.

Em sua campanha para deputado federal, o ex-secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck (Republicanos), expressou eloquente otimismo sobre os passos de Três Lagoas na rota do desenvolvimento. Disse que, de capital da celulose, o município vai avançar para ter um ecossistema industrial mais completo.
Doutor em Desenvolvimento e Planejamento Territorial, Verruck afirmou que o município é um polo industrial de alcance internacional, descrevendo algumas características: “Tem base industrial consolidada, é a 3ª maior economia de Mato Grosso do Sul e reúne uma cadeia florestal industrial já inserida no comércio exterior”.
Destacou também o Produto Interno Bruto (PIB), que alcançou R$ 14,7 bilhões em 2023, segundo o relatório do IBGE.

Modais
Para Verruck, outro ativo que merece referência diferenciada é a logística multimodal. As rodovias, a ferrovia, a hidrovia (Rio Paraná) e a posição estratégica na divisa com São Paulo permitem integrar produção florestal, indústria e os mercados nacionais e internacionais, além de um mercado de trabalho amplo. Neste contexto, o contingente é de 49,8 mil vínculos formais e 4.951 estabelecimentos.
O candidato reforça sua argumentação dizendo que na estrutura setorial, em 2024, a indústria respondia por 54,0%; os serviços privados, 24,3%; a agropecuária representava 12,2%; e a administração pública, 9,4%, segundo o IBGE.
Na agricultura, em 1.371 hectares Três Lagoas registrou R$ 12,8 milhões em valor de produção. Os principais produtos foram cana-de-açúcar, soja e laranja.
Na pecuária, o efetivo bovino foi de 499.701 cabeças, o 8º maior do estado.
Destaque da cadeia econômica, em 2025 a indústria florestal gerou US$ 3,05 bilhões de exportações. Mais de 90% deste valor vieram das plantas industriais de celulose.
Verruck conclui que esta escala confirma que a competitividade internacional e as novas oportunidades já estão a caminho. Refere-se, entre outros investimentos, a uma futura fábrica de arames usados nos fardos de celulose e a uma área autorizada para um terminal fluvial de madeira de eucalipto.






