O que esperar dos próximos legisladores
Em outubro vindouro os eleitores sul-mato-grossenses vão escolher 34 parlamentares, sendo 24 deputados estaduais, oito deputados federais e dois senadores.
É preciso reconhecer, antes de tecer qualquer comentário, que uma expressiva parcela do eleitorado não tem completo ou suficiente esclarecimento para definir tecnicamente qual o papel de um parlamentar.
Os homens e mulheres que se elegem vereadores(as), senadores(as), deputados(as) federais e estaduais, são legisladores(as). Cumpre a todos um trio básico de obrigações definidas na Constituição: elaborar as leis, fiscalizar o Executivo (prefeituras, governos estaduais e federais) e guardar a democracia.
Porém, o jogo da política cria atalhos e situações que nem sempre estão assentados na Constituição e fazem parte de práticas confiadas aos agentes públicos pela voz espontânea da sociedade. Um destes atalhos é a emenda parlamentar.
Apesar dos justificados questionamentos sobre a transparência, não há como negar a necessidade de um meio mais prático e ágil para liberar recursos essenciais que geralmente demoram a chegar aos municípios.
Se falta fiscalização adequada, é preciso aprimorá-la. Mas todas as emendas, com valores e usos, podem e devem ser rastreadas e checadas.
Para fazer da emenda uma confissão de fidelidade ética, democrática e política, é preciso polêmica.
Por mais que se questione, seu uso tem sido providencial, um elemento de salvação quando a prefeitura não consegue, por exemplo, dinheiro para uma escola, um asfalto, um equipamento indispensável de saúde pública.
Para ilustrar a importância e a dimensão dos benefícios que estes recursos propiciam, basta tomar de exemplo o tamanho impressionante do suporte que há quase oito anos o senador Nelsinho Trad vem dando a todas as prefeituras e ao governo de Mato Grosso do Sul.
Reconhecido no ambiente congressual como “campeão de emendas”, sua atuação é de envergadura política maior, e este pendor municipalista faz muita diferença.
Prefeitos e lideranças municipalistas de todos os credos políticos e ideológicos reconhecem o olhar parceiro de um parlamentar que entregou a eles a semente e os frutos do próprio mandato. É um senador que tinha a reeleição desenhada nas pesquisas, mas teve a coragem e a grandeza de sair da disputa para não embolar a concorrência interna, para favorecer o coletivo e melhorar as condições de compactação e de unidade da frente conservadora pela qual vem trabalhando sem descanso.
Se o foco maior em nível local é reeleger o governador Eduardo Riedel e os senadores da chapa, o projeto pessoal não se sobrepõe. Isto é gesto de grandeza, é atitude de coragem, que aliás já demonstra em sua trajetória na vida pública, em diferentes mandatos: de vereador, de prefeito, de deputado estadual e agora de senador.
Nelsinho, portanto, nada mais precisa provar, sobretudo àqueles que fizeram a boa escolha.
Por isto, é fundamental que o eleitor saiba escolher, se informar e procurar nas ações concretas daqueles que pedem o voto a razão certeira para não falhar na hora que fizer seu encontro com a urna eletrônica.
É preciso fazer do voto, sempre que puder, e quando se quiser, a segunda grande vitória. Vitória pessoal. Porque a primeira é a vitória coletiva, a vitória da democracia. Saber escolher é um desafio aos vencedores.