Incêndio na área externa espalhou fumaça tóxica, interrompeu passeio dos turistas e gerou reclamações sobre cobrança mesmo durante a fuga no início desta tarde.

O que era para ser um passeio tranquilo em família se transformou em desespero na tarde de terça-feira (19/08), na Praia da Figueira, um dos balneários mais conhecidos de Bonito a 300 Km de Campo Grande (MS).
Um incêndio, que teve início na área externa do complexo, se espalhou com rapidez e gerou uma coluna densa de fumaça tóxica. Visitantes foram obrigados a evacuar o local às pressas e relataram até que foram cobrados antes de saírem completamente em segurança.
Um empresário de 33 anos, acompanhado da esposa e dos dois filhos pequenos — um de três meses e outra criança de dois anos —, descreveu o momento de pânico: “A fumaça cobriu tudo, ficou impossível de respirar, a energia caiu. O fogo alastrou muito rápido e perto dos carros.”
Ele também contou que mesmo com a tragédia se desenrolando, houve pressão: “Pediram que a gente saísse da área, mas passasse para pagar primeiro. Enquanto isso, o fogo já estava perto dos carros e todo mundo correndo desesperado.”
A ação do vento contribuiu para a propagação das chamas. Funcionários tentaram controlar o incêndio, mas foram superados pela velocidade do fogo. O Corpo de Bombeiros chegou ao local com apenas um caminhão, o que, segundo o empresário, foi insuficiente frente à dimensão das chamas. “Já estamos na cidade com segurança, mas foi assustador.”
Até o momento não há relatos de feridos e o incêndio segue sob investigação técnica.

Antecedentes Relevantes
A Praia da Figueira já enfrentou desafios anteriormente:
Em 2025, houve ao menos 30 casos de ataques de peixes — especialmente tambaquis — na lagoa artificial, incluindo algumas amputações.
Isso levou à interdição parcial da lagoa pelo Imasul, com exigência de instalação de barreiras físicas e educativas. A reabertura ocorreu após adequações, mas a lagoa permaneceu com acesso restrito por segurança.
O balneário ainda responde a investigações por suposto desvio de água do Rio Formoso e introdução de espécies exóticas, que podem configurar crimes ambientais.
A prefeitura local implementou um Sistema de Gestão de Segurança (SGS) em seus atrativos turísticos para evitar novos incidentes.








