Sob influência do La Niña, estiagem de setembro reduz ritmo da semeadura; expectativa é de recuperação com o retorno das chuvas em outubro.

O plantio da soja 2025/2026 avança lentamente em Mato Grosso do Sul, com apenas 3,9% da área total semeada até o dia 3 de outubro, segundo levantamento do Siga (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), mantido pela Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho).
A estiagem prolongada em setembro e o solo ainda seco são os principais fatores que travam o início da safra, que no mesmo período do ano passado estava 1,8 ponto percentual mais adiantada.
De acordo com o levantamento, a região Sul lidera o ritmo do plantio, com 5,8% das áreas já semeadas, seguida pela região Central, com 1,2%, e pela região Norte, onde o avanço é de apenas 0,1%.
As condições climáticas adversas refletem um setembro de chuvas abaixo da média histórica em 62 das 64 estações meteorológicas monitoradas, com registros de até 30 dias seguidos com menos de 1 milímetro de precipitação.
Técnicos explicam que o clima permanece sob a influência do fenômeno La Niña, de intensidade entre fraca e moderada, o que deve manter a irregularidade das chuvas no Centro-Oeste nas próximas semanas.
Como estratégia para reduzir riscos, os produtores seguem adotando o escalonamento do plantio, concentrando a maior parte da semeadura entre 17 de outubro e 14 de novembro, período em que o regime de chuvas tende a se estabilizar.
Mesmo com o início lento, a área plantada deve crescer neste ciclo e alcançar 4,79 milhões de hectares, uma alta de 5,9% em relação à safra anterior. Se o clima colaborar, a produção pode chegar a 15,2 milhões de toneladas, com produtividade média estimada em 52,8 sacas por hectare, conforme projeções da Aprosoja/MS.








