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Campo Grande, 28 de outubro de 2026

Corredor Bioceânico pode colocar MS no centro da logística internacional

  • 28 de outubro, 2026
  • Cidades, Infraestrutura
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Estado deve se tornar ponto de redistribuição de produtos da Ásia para o Brasil e países vizinhos, avalia secretário-adjunto da Semadesc.

Desafio: “Precisamos criar, entre os países, condições para que as mercadorias circulem com menos interrupções”(Foto : Bruno Rezende/Secom-MS).

Mato Grosso do Sul tem potencial para se tornar um grande centro de distribuição de mercadorias no Brasil a partir da consolidação do Corredor Bioceânico de Capricórnio. A avaliação é do secretário-adjunto da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Alex Melotto.

Ele participou da abertura do I Congresso Aduaneiro da 1ª Região Fiscal, em Campo Grande. “MS será um grande hub de distribuição no Brasil. É essa a expectativa que nós temos em relação à Rota”, afirmou Melotto, ao destacar que o corredor poderá ampliar não apenas as exportações brasileiras, mas também a entrada e a redistribuição de produtos importados da Ásia para diferentes mercados nacionais.

Secretário-adjunto da Semadesc, Alex Melotto (Foto: Ana Cristina/Semadesc).

Para o secretário-adjunto, com o avanço da infraestrutura física, o principal desafio passa a ser a integração dos procedimentos aduaneiros entre os países envolvidos. A harmonização dos processos é considerada essencial para reduzir entraves, dar previsibilidade às operações e tornar o transporte internacional mais ágil e competitivo.

“Nosso maior desafio é garantir previsibilidade e fluidez. Precisamos criar, entre os países, condições para que as mercadorias circulem com menos interrupções”, ressaltou.

Melotto também destacou o trabalho do Governo do Estado na articulação institucional para preparar Mato Grosso do Sul para as oportunidades da Rota Bioceânica.

O Estado já conta com um Comitê de Governança que reúne diferentes áreas e instituições para discutir questões relacionadas à infraestrutura, educação, comércio exterior e procedimentos aduaneiros.

Entre as iniciativas mencionadas está o investimento na formação profissional voltada ao comércio exterior, por meio de curso na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Jardim.

O secretário-adjunto também reconheceu a contribuição das equipes e dos gestores que atuaram na construção do projeto, destacando que a conclusão da ponte entre Porto Murtinho, no Brasil, e Carmelo Peralta, no Paraguai, representa um avanço importante para a concretização do corredor.

O I Congresso Aduaneiro da 1ª Região Fiscal reuniu representantes da Receita Federal, especialistas e gestores públicos para debater o Corredor Bioceânico de Capricórnio, com painéis sobre sua importância geopolítica e econômica e o estágio atual de implementação da rota.

A expectativa é que o avanço da integração aduaneira e logística fortaleça a conexão de Mato Grosso do Sul com os mercados sul-americanos e asiáticos, criando novas oportunidades para o comércio, os investimentos e o desenvolvimento econômico regional.

Com informações da Assessoria

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