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Campo Grande, 08 de outubro de 2026

Cesta básica consome mais de 50% de quem ganha o salário mínimo na Capital

  • 7 de fevereiro, 2025
  • Cidades, Economia
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Isso posicionou a capital sul-mato-grossense como a quinta mais cara do país, atrás de São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Em dezembro de 2024, o custo da cesta básica em Campo Grande atingiu R$ 770,35, representando uma leve redução de 0,27% em relação a novembro, quando o valor era de R$ 772,45. Apesar dessa diminuição, o valor da cesta básica ainda comprometeu 58,98% da renda líquida de um trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.412,00.

Em outubro de 2024, a cesta básica em Campo Grande registrou um aumento de 5,1%, alcançando R$ 751,06. Este foi o maior aumento percentual entre as capitais brasileiras naquele mês, influenciado principalmente pela alta nos preços da carne bovina, óleo de soja e batata. Nesse período, itens como tomate (17,21%), carne bovina (8,62%) e café em pó (4,65%) tiveram aumentos significativos.

Em setembro de 2024, o custo da cesta básica na cidade foi de R$ 714,63, mantendo Campo Grande na quinta posição entre as capitais com a cesta básica mais cara do país. Nesse mês, o trabalhador que recebia o salário mínimo precisou comprometer 54,71% de sua renda líquida para adquirir os itens básicos de alimentação. Estes dados refletem a tendência de elevação nos preços dos alimentos na região, impactando significativamente o orçamento das famílias campo-grandenses.

Além disso, um levantamento realizado pela Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/MS) revelou variações expressivas nos preços de produtos hortifrutigranjeiros em Campo Grande. Por exemplo, a goiaba vermelha apresentou uma diferença de até 470,20% no preço por quilo, sendo vendida a R$ 19,90 no Hortifrúti Folha Verde e a R$ 3,49 no Mercado Real. O abacaxi tipo Havaí registrou variação de 374,21%, com preços de R$ 1,99 no Mercado do Produtor e R$ 8,90 no Hortifrúti Folha Verde. A manga Tommy também apresentou diferença significativa, sendo comercializada a R$ 2,99 no Assaí e a R$ 12,90 no Folha Verde.

 O quilo da manga Tommy na Capital teve diferença de preço de quase 10 reais de um local para o outro.

Essas discrepâncias nos preços dos hortifrutigranjeiros indicam a importância de os consumidores pesquisarem e compararem valores em diferentes estabelecimentos para otimizar suas compras e economizar no orçamento doméstico. Atualmente, Campo Grande possui uma rede diversificada de mercados e supermercados. O Atacadão, por exemplo, inaugurou sua quarta loja na cidade em agosto de 2023, totalizando quatro unidades na capital sul-mato-grossense.

Embora não haja um número exato disponível de todos os mercados e supermercados em Campo Grande, uma lista de supermercados na cidade inclui cerca de 100 estabelecimentos.
É importante notar que esses números podem variar devido a novas inaugurações ou fechamentos de lojas.

Quando o consumidor se depara com uma grande diferença de preço para o mesmo produto em diferentes estabelecimentos, é importante adotar algumas medidas para garantir uma compra consciente e econômica:
Pesquisa de Preços: Antes de efetuar a compra, compare os preços do produto em diversos locais. Essa prática ajuda a identificar variações significativas e escolher a opção mais vantajosa.
Verificação de Informações: Certifique-se de que o produto é exatamente o mesmo em todos os aspectos, incluindo marca, modelo, especificações e condições de venda. Diferenças nesses detalhes podem justificar variações de preço.
Promoções e Ofertas: Algumas discrepâncias de preço podem ser resultado de promoções ou ofertas especiais. Verifique se há alguma condição específica que explique o valor mais baixo ou mais alto.
Denúncia ao Procon: Caso identifique práticas abusivas ou discrepâncias injustificadas nos preços, é recomendável entrar em contato com o Procon local para registrar uma reclamação.
O Código de Defesa do Consumidor assegura o direito à informação clara e precisa sobre produtos e serviços. Manter-se atento e informado é fundamental para fazer escolhas conscientes e proteger seus direitos como consumidor.

Para registrar uma denúncia junto ao Procon em Campo Grande, você tem as seguintes opções:

Procon Estadual (Procon/MS):
Telefone: Disque 151 para denúncias.
Atendimento Presencial: Rua Padre João Crippa, 3115, Bairro São Francisco, Campo Grande – MS.

Procon Municipal de Campo Grande:
Ligue para 156 e selecione a opção 2 para denúncias.
Atendimento Presencial: Avenida Afonso Pena, 3128, Centro, Campo Grande – MS.

Além disso, o Procon/MS oferece serviços online, como a possibilidade de registrar reclamações e denúncias através do Portal de Serviços:
Reclamação Online:
Certifique-se de reunir todas as informações e documentos relevantes antes de registrar sua denúncia, para que o atendimento seja o mais eficiente possível.

 

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