Cooperação prevê compartilhamento de dados, integração da fiscalização e preparação dos serviços públicos para os impactos da nova rota internacional

A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS) e a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Semades, avançaram nas tratativas para a assinatura de um termo de cooperação voltado ao fortalecimento de ações relacionadas ao Corredor Bioceânico . A reunião, realizada nesta terça-feira (6), tratou do compartilhamento de dados tecnológicos e regulatórios, do aprimoramento da fiscalização e do monitoramento e da atuação conjunta diante das transformações provocadas pela Rota Bioceânica.
INTEGRAÇÃO E PLANEJAMENTO
Para o diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis, a parceria é importante para antecipar demandas e preparar os serviços públicos para a nova dinâmica regional. O gerente de Integração e Parcerias da Semades, Paulo César Fialho, destacou que a cooperação também pode contribuir para modernizar a gestão e fortalecer Campo Grande e Mato Grosso do Sul como polos logísticos e de negócios.
A integração prevê ainda o acompanhamento de demandas relacionadas ao aumento do fluxo de pessoas, cargas, investimentos e atividades econômicas. A Ouvidoria da AGEMS deverá contribuir para identificar necessidades da população e dos usuários dos serviços públicos.
ACOMPANHAMENTO DESDE 2023
A agência participa de iniciativas relacionadas à Rota Bioceânica desde 2023, quando integrou a Rota de Integração Latino-Americana (RILA). Entre os temas acompanhados estão os impactos sobre o transporte coletivo e turístico, as condições das rodovias estaduais, a fiscalização do transporte de cargas nas fronteiras e o potencial de expansão do mercado de gás natural e GNV.
Com cerca de 2,4 mil quilômetros, o Corredor Bioceânico conecta o Centro-Oeste brasileiro aos portos do norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina. A consolidação da rota amplia a importância estratégica de Mato Grosso do Sul na integração entre os quatro países e exige planejamento conjunto para os impactos econômicos, logísticos e sociais.






