O avião era pilotado por Henrique Martin que também faleceu com impacto da queda, logo no início desta manhã.

A passageira morta na queda do avião em Campo Grande foi identificada como a pesquisadora alemã Lydia Theresia Mocklinghoff, que seguia para uma expedição científica no Pantanal sul-mato-grossense. Ela estava a bordo da aeronave que caiu na manhã desta sexta-feira (03/07), ao lado do piloto Henrique Martin, também morto no acidente.

Pesquisadora integrava estudo internacional
Lydia fazia parte de um projeto voltado ao monitoramento da biodiversidade do Pantanal, segundo a apuração publicada pela imprensa local. O trabalho é ligado ao projeto “Monitoramento Audiovisual da Diversidade do Pantanal”, coordenado pela UFMT em cooperação com a Universidade de Bonn, na Alemanha.
O grupo reunia pesquisadores de diferentes nacionalidades e atuava no levantamento de fauna e biodiversidade do bioma, com autorização para coleta de material biológico desde 2021. Antes de chegar a Mato Grosso do Sul, Lydia passou pelo Rio de Janeiro, onde publicou registros do trajeto e de um sobrevoo pela cidade, de acordo com os relatos.
Decolagem e impacto
O avião, um Embraer EMB-810 de matrícula PT-WYQ, decolou por volta das 6h40 do Aeroporto Santa Maria e caiu poucos minutos depois em uma área de mata a menos de um quilômetro da pista. A principal hipótese apurada até agora é que o piloto teria tentado retornar ao aeroporto ou fazer um pouso de emergência quando ocorreu o acidente.
A aeronave era utilizada em operação de táxi aéreo e estava regular, com certificado de aeronavegabilidade válido até 4 de junho de 2027, segundo a Anac. O avião também constava com autorização para operação comercial sob o RBAC 135, norma aplicada ao táxi.

Investigação oficial
As causas da queda seguem sob investigação dos órgãos responsáveis pela aviação e pela polícia. A identificação formal das vítimas e a perícia no local devem ajudar a esclarecer se fatores como neblina, falha mecânica ou perda de controle contribuíram para a queda da aeronave. O sinistro aéreo interrompeu uma viagem científica voltada ao estudo do Pantanal, uma das regiões de maior relevância ambiental do país.






