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Campo Grande, 03 de outubro de 2026

Exportações industriais de MS fecham 1º semestre em alta

  • 30 de julho, 2020
  • Coluna 2, Destaque, Economia e Agronegócio, Geral
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Apesar da pandemia mundial do novo coronavírus (Covid-19), as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul fecharam o 1º semestre de 2020 com aumento de 3,2% na comparação com o mesmo período de 2019, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. De janeiro a junho deste ano, a receita com as vendas internacionais das indústrias locais somou US$ 1,83 bilhão contra US$ 1,77 bilhão nos primeiros seis meses do ano passado.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, esse foi o melhor resultado para o acumulado de janeiro a junho da série histórica das exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul. “Na avaliação apenas do mês de junho de 2020 com junho de 2019, o aumento foi de 6,4%, saltando de US$ 319,49 milhões para US$ 339,87”, completou.

O economista destaca que, quanto à participação relativa no mês, a indústria respondeu por 62% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, sendo também a mesma participação no acumulado do ano até aqui. Ele reforça que os grupos “Celulose e Papel” e “Complexo Frigorífico” continuam sendo responsáveis por 77% da receita de exportações do setor industrial, sendo 50% para o primeiro grupo e 27% para o segundo grupo, enquanto logo em seguida vem o grupo “Óleos Vegetais” e “Extrativo Mineral”, com 11% e 4%, respectivamente.

PRINCIPAIS GRUPOS

No caso do grupo “Celulose e Papel”, a receita no período avaliado alcançou US$ 911,44 milhões, uma queda de 12% em relação ao período de janeiro a junho de 2019, que foram obtidos quase que na totalidade com a venda da celulose (US$ 899,30 milhões). Os principais compradores foram a China, com US$ 515,22 milhões; Estados Unidos, com US$ 110,83 milhões; a Itália, com US$ 69,97 milhões; a Coreia do Sul, com US$ 35,43 milhões; a Holanda, com US$ 25,36 milhões; o Reino Unido, com US$ 24,20 milhões; a Turquia, com US$ 18,33 milhões; a França, com US$ 16,32 milhões; e os Emirados Árabes Unidos, com US$ 14,77 milhões.

Já no grupo “Complexo Frigorífico”, a receita conseguida de janeiro a junho foi de US$ 498,23 milhões, um aumento de 8% em relação ao mesmo período de 2019, sendo que 45% do total alcançado é oriundo das carnes desossadas congeladas de bovino, que totalizaram US$ 224,70 milhões. Os principais compradores foram Hong Kong, com US$ 90,14 milhões; a China, com US$ 77,10 milhões; o Chile, com US$ 54,33 milhões; a Arábia Saudita, com US$ 30,42 milhões; os Emirados Árabes Unidos, com US$ 24,88 milhões; o Japão, com US$ 22,87 milhões; o Egito, com US$ 19,47 milhões; o Uruguai, com US$ 17,11 milhões; e Cingapura, com US$ 16,46 milhões.

No grupo “Óleos Vegetais”, a receita conseguida de janeiro a junho foi de US$ 208,47 milhões, um aumento de 124% em relação ao mesmo período de 2019, sendo que 49% é oriundo dos bagaços e resíduos sólidos da extração do óleo de soja, somando US$ 101,49 milhões. Os principais compradores foram a Holanda, com US$ 48,02 milhões; a Indonésia, com US$ 36,30 milhões; a Tailândia, com US$ 34,36 milhões; a Índia, com US$ 20,18 milhões; a Alemanha, com US$ 15,63 milhões; a Dinamarca, com US$ 11,26 milhões; a Polônia, com US$ 11,06 milhões; e a China, com US$ 10,84 milhões.

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