Por 18 dias, de 8 a 26 deste mês, a vice-governadora Rose Modesto (PSDB) foi chamada de governadora. E esse período terá sido, talvez, o último em que substituiu o governador tucano Reinaldo Azambuja. Cumpriu com dedicação e responsabilidade as suas obrigações institucionais e políticas, justificando as manifestações de reconhecimento que continua recebendo de vários segmentos da sociedade.
É o último ano do primeiro mandato de Azambuja e Rose no Executivo. Em abril a vice-governadora se afastará do cargo para habilitar-se eleitoralmente como candidata a deputada federal. Até lá, continuará prestando sua contribuição à governança, como ela mesma faz questão de acentuar, “movida pelo sentimento de mudança e de inovação que vem marcando a atual gestão de Mato Grosso do Sul”.
Durante as menos de três semanas de interinidade Rose seguiu à risca a liturgia da função, tanto nas agendas administrativas como nas intervenções políticas. Encarou com altivez situações delicadas, como o esforço para visitar, conhecer e atender necessidades básicas das comunidades de 19 municípios que decretaram situação de emergência por causa das chuvas.
CASA PRÓPRIA
Entre os compromissos da governadora Rose, alguns proporcionaram a ela uma satisfação diferenciada. Foi o caso da entrega de 45 casas populares em Bodoquena. Ela, uma das principais ativistas sociais do Estado, fez questão de entregar as chaves da casa própria para as famílias beneficiadas pelo Programa Habitacional Financiado e Subsidiado, com recursos do FGTS, uma iniciativa de referência no setor. Rose é identificada com as lutas dos sem-teto pelo direito à moradia. E se emociona quando esse direito é assegurado.
Em Bodoquena, o investimento total é de R$ 3,4 milhões, sendo R$ 336 mil do governo do Estado, R$ 4,5 mil da Prefeitura e o restante desembolsado pelo governo federal, via caixa Econômica (CEF). As moradias têm 42,56m², com dois quartos, sala, cozinha, banheiro, circulação e área de serviço coberta. O programa conquistou o Selo de Mérito da Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos de Habitação (ABC) e do Fórum Nacional de Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano (FNSHDU), na categoria “Relevância Social e/ou Urbana”.
A diretora-presidente da Agência de Habitação Popular (Agehab), Maria do Carmo Avesani Lopez, recebeu o prêmio durante o 64° Fórum Nacional de Habitação de Interesse Social, em São Paulo, no mês de agosto passado. Seu objetivo central é garantir à população o benefício da casa própria por meio dos subsídios do Estado e do Governo Federal, dentro da modalidade Carta de Crédito Associativo no Programa Minha Casa, Minha Vida.






