Governo do Estado entrega 41 dos 44 equipamentos adquiridos para a Polícia Científica às unidades do interior, usados em exames de lesões, avaliações sexológicas e necropsias. O investimento passa de R$ 2 milhões e atende à demanda crescente da medicina legal fora da Capital.

Interior concentra maior parte dos exames
Mais da metade dos exames médico-legais realizados em Mato Grosso do Sul ocorre nas unidades do interior. Entre 1º de janeiro e 4 de novembro de 2026, o Estado registrou 27.295 exames, sendo 15.853 — ou 58,1% — realizados nas unidades regionais.
Das 2.424 necropsias feitas no período, 1.497, equivalentes a 61,8%, foram realizadas no interior. A maior parte dos exames envolve pessoas vivas, como avaliações de lesões corporais e exames sexológicos.
Modernização da Polícia Científica
As aquisições integram um processo de modernização iniciado em 2023, com renovação de equipamentos e ampliação dos recursos destinados aos exames médico-legais. O financiamento conta com repasses do Fundo Nacional de Segurança Pública, transferidos por meio do FESP, e recursos do Funresp/MS.
A distribuição alcança as 14 Unidades Regionais de Perícia e Identificação, seções de medicina legal no interior e estruturas do IMOL, em Campo Grande. Segundo o coordenador-geral de Perícias, Nelson Fermino Junior, a renovação dá aos peritos melhores condições para produzir provas que ajudem a esclarecer os fatos e contribuir para a Justiça.

Estrutura para exames sexológicos
Nos exames sexológicos, os colposcópios ampliam a visualização da região examinada e permitem identificar pequenas alterações nos tecidos que podem passar despercebidas a olho nu. Foram adquiridos 15 aparelhos, distribuídos entre as 14 unidades regionais e a seção do IMOL na Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande.
A renovação também inclui nove mesas e oito cadeiras ginecológicas. As mesas foram destinadas a Amambai, Aquidauana, Costa Rica, Coxim, Fátima do Sul, Jardim, Maracaju, Miranda e Paranaíba; das cadeiras, sete foram encaminhadas ao interior e uma à Casa da Mulher Brasileira.
Tecnologia para necropsias
Quatro arcos cirúrgicos foram enviados às unidades de Coxim, Três Lagoas, Naviraí e Nova Andradina. Os equipamentos utilizam raios X para produzir imagens em tempo real, permitindo visualizar fraturas e localizar projéteis ou outros corpos estranhos durante os exames.
Em casos envolvendo disparos de arma de fogo, as imagens podem indicar a localização de projéteis e fragmentos alojados no corpo e auxiliar na avaliação do trajeto percorrido pelo projétil. A tecnologia já era usada em Campo Grande e Dourados, que também contam com tomógrafos.

Rede integrada de atendimento
O investimento contempla ainda oito focos cirúrgicos, usados para direcionar a iluminação durante os procedimentos. Sete foram destinados a Amambai, Aquidauana, Dourados, Jardim, Naviraí e às seções de medicina legal de Maracaju e Miranda; o oitavo foi encaminhado ao IMOL, na Capital.
A estrutura estadual funciona de forma integrada, permitindo o compartilhamento de equipamentos entre as unidades. Conforme a necessidade de cada caso, corpos podem ser encaminhados a outras unidades para exames de imagem especializados, sem que cada município precise dispor de todas as tecnologias.
Entretítulo sugerido: Equipamentos reforçam exames de lesões, avaliações sexológicas e necropsias nas unidades regionais do Estado.
Com informações da Comunicação PCi-MS
(Fotos: Divulgação/PCi-MS)









