Helicóptero é abandonado e destruído em Roraima; piloto de Cessna incendeia avião e foge após pouso forçado em Mato Grosso.
A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, em menos de 48 horas, duas aeronaves que ingressaram de forma irregular no espaço aéreo brasileiro: um helicóptero proveniente da Venezuela, em Roraima, e um avião de pequeno porte vindo da Bolívia, em Mato Grosso. As operações ocorreram nos dias 22 e 23 de outubro e contaram com caças A-29 Super Tucano.
Nos dois casos, as aeronaves voavam sem plano de voo registrado e sem matrícula identificada. Após a abordagem da Defesa Aérea, os pilotos abandonaram as aeronaves: no primeiro caso, o helicóptero foi localizado vazio e destruído; no segundo, o piloto colocou fogo no avião e fugiu para a mata.
Helicóptero venezuelano é destruído em Roraima
A primeira interceptação aconteceu na manhã de quinta-feira (22), dentro da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA 41), área especial de controle criada sobre Roraima e arredores da Terra Indígena Yanomami para combater voos clandestinos e o garimpo ilegal.
Um helicóptero Robinson R44, de cor preta, foi detectado voando em baixa altitude após entrar no Brasil vindo da Venezuela. Um caça A-29 Super Tucano foi acionado pelo Comando de Operações Aeroespaciais (Comae) e realizou os procedimentos de identificação e reconhecimento previstos nas Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo.
O piloto não colaborou com a Defesa Aérea e fez um pouso forçado na mata, a cerca de 100 quilômetros de Boa Vista. Em seguida, um helicóptero H-60 Black Hawk, do Esquadrão Pelicano, foi enviado ao local e encontrou a aeronave abandonada, sem tripulantes.
Agentes da Força Nacional de Segurança Pública foram deslocados à região e adotaram as providências cabíveis, incluindo a destruição do helicóptero suspeito. A FAB não informou a identidade do piloto nem a finalidade do voo.
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Piloto incendeia Cessna após interceptação em MT
No dia seguinte, sexta-feira (23), por volta das 8h30, a FAB interceptou um Cessna branco que vinha da Bolívia e voava de forma irregular sobre Mato Grosso. A aeronave foi identificada pelo avião-radar E-99, equipado com sistemas de vigilância e alerta aéreo antecipado, e um caça A-29 Super Tucano foi enviado para a interceptação.
Ao perceber a aproximação da aeronave militar, o piloto fez um pouso forçado em uma pista clandestina na Fazenda Monte Azul, a cerca de 80 ou 85 quilômetros do centro de Juara, no noroeste de Mato Grosso, aproximadamente 550 quilômetros de Cuiabá. Depois de aterrissar, ele incendiou o avião e fugiu para uma área de mata.
A operação foi coordenada pelo Comae, com participação da Polícia Federal. Até a divulgação das informações pela FAB, não havia detalhes sobre a identidade do piloto nem sobre a finalidade do voo.

Piloto é localizado e morre após confronto
No sábado (24), o piloto do Cessna foi localizado escondido na mata. Segundo informações divulgadas na época, ele reagiu à abordagem das forças de segurança e morreu depois de receber atendimento médico.
A FAB não divulgou, nos relatos disponíveis, detalhes sobre a identidade do homem, a origem exata da carga ou a possível ligação das aeronaves com crimes como contrabando, garimpo ilegal ou tráfico de drogas. As investigações devem esclarecer as circunstâncias das entradas irregulares no território brasileiro.
Operações reforçam vigilância nas fronteiras
As duas ações ocorreram em áreas sensíveis à vigilância aérea: Roraima, na fronteira com a Venezuela e próxima à Terra Indígena Yanomami, e o noroeste de Mato Grosso, região de acesso a áreas remotas e pistas clandestinas.
O uso de caças A-29 Super Tucano, do avião-radar E-99 e do helicóptero H-60 Black Hawk mostra a atuação integrada da FAB em missões de defesa aérea, fiscalização do espaço aéreo e combate a voos irregulares.







