CPI que estava ameaçada de implosão agora tem adesões de sobra e vai apertar o cerco em Adriane Lopes.
Ao analisar a CPI do Tapa-Buracos que será instaurada ainda esta semana, o presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Papy (PSDB), disse que a medida vai tramitar normalmente, é regimental e tem sustentação na realidade dos fatos.
Ontem (terça-feira, 20/10), ele reiterou a opinião: “Ninguém consegue andar pela cidade. Nos últimos dias, com o aumento das chuvaradas, ficou impossível de transitar em alguns locais. A população chegou a um nível de indignação muito grande”.
Papy disse que a CPI não é caça às bruxas, “mas uma forma de responsabilizar quem deve ser responsabilizado e, sobretudo, atender a população, que quer a manutenção bem feita e cobra os esclarecimentos necessários”.
De autoria da vereadora Luiza Ribeiro (PT), a CPI prevê um prazo inicial de 120 dias de investigação. O requerimento propõe a apuração de supostas irregularidades em contratos, a drástica redução dos gastos na manutenção das vias públicas em 2026 e o não cumprimento de prazos de resposta a pedidos de informação já aprovados pelo Plenário.

Clamor
Papy destacou que a iniciativa atende ao clamor da sociedade por soluções diante dos transtornos enfrentados diariamente nas ruas da cidade. “Os vereadores reuniram-se para anunciar à sociedade de Campo Grande uma decisão coletiva”, salientou.
Ele fez questão de ressaltar que o Legislativo está unido no processo de fiscalização. “Boa parcela dos vereadores assinou o requerimento e até os ausentes manifestaram apoio à medida”, assinalou.
Anteriormente, havia dificuldade para obtenção de 10 assinaturas, número mínimo para protocolar o requerimento. Agora, o pedido tem adesão de sobra.
Depois do parecer da Procuradoria Jurídica, a Mesa Diretora vai baixar o ato de constituição oficial do grupo investigativo, definindo a composição dos membros, a relatoria e a presidência, com base na proporcionalidade partidária.
Esses pontos foram ratificados por todos os vereadores após a tumultuada sessão de ontem, que seria utilizada pelo secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão, para prestar esclarecimentos sobre a operação tapa-buraco.
Com o maciço engajamento dos vereadores na iniciativa que prevê rigorosa investigação, os campo-grandenses esperam que seja levantado o véu estendido sobre questões obscuras na agenda de obras e serviços do Executivo.
Aperta o cerco na prefeita Adriane Lopes, cuja gestão já sofreu uma abordagem do Ministério Público com operação especial para apurar o uso de recursos públicos na planilha de combate à buraqueira.







