Sessão de terça-feira (20/10) será dedicada aos esclarecimentos de André Brandão sobre manutenção das vias; pedido de investigação reúne 24 assinaturas.

A Câmara Municipal de Campo Grande realizará, nesta terça-feira (20/10), uma sessão exclusiva para ouvir o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André de Moura Brandão, sobre a operação tapa-buraco. A convocação ocorre enquanto avança o pedido de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a execução dos serviços de manutenção das ruas da Capital.
Sessão será só sobre tapa-buraco
A sessão está marcada para as 9h e não terá projetos em pauta para votação. Conforme a pauta assinada pelo presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), os trabalhos serão destinados exclusivamente às explicações do secretário sobre a execução dos serviços de manutenção das vias públicas.
A convocação foi aprovada na quinta-feira (15/10), por meio do Requerimento 84, de autoria dos vereadores Professor Riverton de Souza (PP), Dr. Lívio Leite (União Brasil), Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), e Papy. O objetivo é obter esclarecimentos sobre a operação tapa-buraco e as medidas previstas para melhorar as condições das vias.
Ao defender a convocação, Papy afirmou que os vereadores apresentaram mais de 9 mil indicações relacionadas ao tapa-buraco somente no primeiro semestre de 2026. Segundo ele, a medida integra as ações do Legislativo para cobrar respostas sobre o estado das ruas.
“Todos os dias a população está sofrendo com prejuízos e até mesmo acidentes nos buracos. O Legislativo tem utilizado as ferramentas que estão disponíveis para tentar auxiliar o Executivo na resolução desse problema”, declarou Papy.
CPI reúne 24 assinaturas
Além da convocação, os vereadores articulam a instalação de uma CPI proposta pela vereadora Luiza Ribeiro (PT). O requerimento recebeu 24 assinaturas após uma tarde de discussões entre os parlamentares, na sexta-feira (16).
Entre os pontos previstos para investigação estão a redução do orçamento destinado à manutenção das vias nos últimos dois anos, com atenção aos recursos de 2026; possíveis irregularidades em contratos; e o descumprimento de prazos para responder a pedidos de informação aprovados pelo plenário.
O requerimento prevê prazo inicial de 120 dias para os trabalhos. A proposta foi apresentada em agosto pela vereadora Luiza Ribeiro e passou a reunir apoio após reunião entre os parlamentares.
CPI ainda não está instalada
Apesar das 24 assinaturas, a comissão ainda não foi oficialmente instalada. O documento foi encaminhado à Procuradoria Jurídica da Câmara, que deve analisar se o pedido atende às exigências legais, regimentais e constitucionais.
Após o parecer, caberá à Mesa Diretora dar andamento à constituição da CPI. A escolha dos integrantes, da presidência e da relatoria deverá respeitar a proporcionalidade partidária.
A vereadora Luiza Ribeiro manifestou interesse em presidir a comissão, mas os cargos ainda não foram definidos.







