Resoaldo Gomes dos Santos, de 44 anos, foi atingido no rosto e no abdômen durante a madrugada de quarta-feira. O oficial foi preso em flagrante e será levado ao Presídio Militar Estadual, em Campo Grande (MS).

O policial militar da reserva Resoaldo Gomes dos Santos, de 44 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (17/09) após ser baleado dentro do 4º Batalhão da Polícia Militar, em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. Os disparos teriam sido feitos pelo tenente Carlos Eduardo da Silva Filho, preso em flagrante ainda no quartel.
Resoaldo estava internado no Hospital Regional Dr. José de Simone Netto desde a madrugada de quarta-feira (16/09), quando foi atingido por dois tiros — um no rosto e outro no abdômen. Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa de Mato Grosso do Sul, a morte foi constatada por volta das 6h20. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Tiros durante fiscalização
O militar da reserva cumpria desde segunda-feira (14) uma detenção administrativa de dez dias no alojamento do 4º BPM. Por volta de 1h30 de quarta-feira, o tenente, que estava de serviço, foi até o local sob a alegação de fiscalizar o cumprimento da medida.
Durante a ida ao alojamento, ocorreu o episódio que terminou com Resoaldo baleado. Ele recebeu os primeiros socorros de policiais que estavam de plantão no batalhão e foi levado em estado grave ao Hospital Regional de Ponta Porã, onde não resistiu aos ferimentos.
Informações apuradas pelo Campo Grande News indicam que não haveria necessidade de fiscalização naquele horário, pois Resoaldo cumpria regularmente a punição administrativa e não tinha registro de problemas disciplinares com colegas ou superiores, conforme relatos ouvidos pelo site. A circunstância, entretanto, ainda deverá ser esclarecida oficialmente pela investigação.
Tenente preso em flagrante
Após os disparos, o tenente Carlos Eduardo da Silva Filho permaneceu no próprio batalhão e acabou preso em flagrante. Ele foi ouvido, mas permaneceu em silêncio durante o interrogatório.
A arma do oficial foi apreendida e será submetida à perícia. A Polícia Civil e equipes de perícia técnica estiveram no quartel para os levantamentos iniciais. O caso passou a ser investigado pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar, por meio de Inquérito Policial Militar (IPM).
Com a morte de Resoaldo, a investigação passa a apurar o caso como homicídio. A PM não divulgou, até o momento, a possível motivação nem detalhes sobre a dinâmica que antecedeu os tiros. O tenente deverá ser encaminhado ao Presídio Militar Estadual, em Campo Grande.
Histórico da vítima
Resoaldo Gomes dos Santos havia entrado para a reserva da Polícia Militar depois de ser ferido durante uma abordagem a dois suspeitos de assalto, em novembro de 2015, na região central de Ponta Porã. Na ocasião, conforme a publicação, ele foi baleado, sofreu coronhadas na cabeça e teve a arma levada pelos criminosos.
Em novembro de 2025, o policial da reserva foi preso após ser abordado em Ponta Porã com um fuzil calibre 5,56 no carro. De acordo com o registro citado pela imprensa, ele teria fugido a pé com a arma e sido localizado posteriormente em casa. No imóvel, também foram apreendidos carregadores e uma pistola.
O episódio resultou em ação penal por crimes como posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, tentativa de homicídio, ameaça, coação e direção perigosa. A detenção administrativa que ele cumpria no 4º Batalhão estava relacionada a procedimentos internos da corporação; os detalhes da medida não foram divulgados.
Caso segue sob apuração
A morte dentro de uma unidade policial provocou repercussão na corporação, especialmente por envolver um militar da reserva e um oficial em serviço. O tenente havia chegado a Ponta Porã cerca de um mês antes, depois de atuar em unidades de Amambai, Mundo Novo e Eldorado, segundo informações publicadas localmente.
A Corregedoria-Geral da PM deverá reunir os laudos periciais, depoimentos e demais elementos para esclarecer se houve discussão, ameaça ou outra circunstância que tenha levado aos disparos. Até a conclusão das investigações, a motivação do crime permanece desconhecida.





