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Campo Grande, 30 de outubro de 2026

“Mais Brasil e menos Brasília”: lema de Azambuja tem ampla adesão

  • Geraldo Silva
  • 15 de setembro, 2026
  • Eleições 2026, Politica
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A expressão é utilizada pelo ex-governador sul-mato-grossense em sua campanha para o Senado.
Reinaldo Azambuja recebendo carinho e a gratidão da população sul-mato-grossense por onde anda no Estado. (Foto: Redes Sociais).
Em sua campanha para o Senado, a três semanas da eleição e na liderança das intenções de votos, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) comemora a grande repercussão popular de um dos motes de sua caminhada: a expressão “Mais Brasil e menos Brasília”. Trata-se de uma expressão que traduz, ao mesmo tempo, o protesto contra a concentração de recursos pelo governo federal e os compromissos do mandato com a revisão do princípio federativo para fortalecer estados e municípios.
“O Brasil está muito caro para as pessoas e para as empresas. Todo mundo acaba pagando a conta de um governo gastador e que não devolve em serviços de qualidade o que arrecada”, dispara. “Isso precisa mudar para melhorar a vida de todos”, defende. Azambuja reporta-se aos dados oficiais registrando que em 2025 a arrecadação do governo federal foi de quase R$ 2,89 trilhões.
“A lógica é simples: descentralizar recursos, fortalecer os municípios e criar oportunidades para que todos cresçam”.
“Este é o maior valor nominal da série histórica da Receita Federal, iniciada em 1995”, comenta. O montante supera a arrecadação de 2024, em 8,83% (ou 3,65% de ganho real, descontada a inflação pelo IPCA). “A arrecadação federal bateu recorde e o governo nunca arrecadou tanto como agora, na gestão do presidente Lula. Assim, viver no Brasil hoje está muito caro”. Segundo o candidato, o maior custo é aquele que não se vê e só acontece quando chega a conta.
Ele questiona: “Quando demora tantos anos para se aprovar uma reforma, quem paga? Quando um empresário desiste de investir, quem perde”? E dá a resposta: “É sempre o povo brasileiro quem paga a conta de Brasília”. Azambuja frisa que o problema não é só o preço das coisas, pois começa muito antes, com decisões erradas, leis ruins, excesso de burocracia, máquina inchada e governos que gastam o que não tem.
Reinaldo Azambuja: “Viver no Brasil hoje está muito caro para as pessoas e para as empresas.”. (Foto: Redes Sociais).
Modelo
Conforme Azambuja, a descentralização de recursos que defende para o Brasil já foi posta em prática em Mato Grosso do Sul, com ótimos resultados.
“A lógica é bem simples: descentralizar recursos, fortalecer os municípios e criar oportunidades para que todos cresçam, sem deixar ninguém para trás. Deu certo no Estado, pode dar certo no Brasil”, conjectura.
Para construir estas soluções, ele diz ser essencial que o Senado se fortaleça como guardião do interesse nacional no que toca à higidez e ao fortalecimento do princípio federativo.
“Um governo com 38 ministérios, gasta mal, permite que as demandas se acumulem e derrama impostos sobre quem trabalha e produz não pode abocanhar a parte do leão. A arrecadação precisa ser melhor distribuída, sobretudo em favor dos municípios, que é onde tudo acontece”, conclui.
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