Para ex-governador, basta o governo federal garantir os legítimos direitos e cada um ter seu lugar para viver.

Com estas palavras, durante entrevista ao programa Boca do Povo, da Rádio Difusora Pantanal, de Campo Grande, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) fez o roteiro da argumentação para cravar a certeza de que é possível indígenas e produtores rurais conviverem pacificamente.
“O Governo Federal precisa garantir o direito de cada parte e buscar soluções que permitam a convivência e a produção”, advogou, ao defender a urgência na redução do conflitos fundiários no Brasil.

Observou que Mato Grosso do Sul tem a terceira maior população indígena do país e a mesma posição em áreas consideradas indígenas. Das 655 áreas já ocupadas ou reivindicadas pelos indígenas, 68 estão em território sul-mato-grossense e 25 aguardam demarcação.
Azambuja abordou fatores econômicos e sociais para alertar sobre os impactos de disputas territoriais. O Mapa Produtivo de Mato Grosso do Sul mostra que o Estado se destaca em diferentes atividades agropecuárias. É o segundo maior produtor de carvão vegetal e amendoim, ocupa o terceiro lugar na produção de madeira em tora, o quarto em silvicultura, milho e cana-de-açúcar, o quinto de soja e do maior rebanho bovino nacional.
“Diante disso, falta um olhar mais responsável do Governo Federal para as disputas territoriais, com a garantia dos direitos dos povos indígenas e dos produtores rurais e, principalmente, segurança jurídica”, postulou. Para Reinaldo, a força do agronegócio na economia estadual exige previsibilidade para quem produz e investe.

Aproximação
Azambuja lembrou que quando foi governador aproximou o poder público dos povos indígenas. “Tive a coragem de criar uma subsecretaria para discutir as questões indígenas, ouvir as comunidades. Elas pediam equipamentos, calcário, insumos e máquinas para produzir mais, sem perder a tradição do povo indígena. Não dá para ficar em conflito”, exclamou.
Destacou também a regulamentação do Vale Universidade Indígena, ampliando as chances de acesso ao ensino superior na Universidade Estadual(Uems). “Hoje temos indígenas médicos, advogados, administradores. Eles são iguais a nós”, ressaltou. Em seguida, reiterou sua confiança no diálogo e na segurança jurídica como instrumento central das soluções para os conflitos.








