Petróleo sobe mais de 2% nesta sexta-feira. EUA destroem torre de vigilância iraniana para Estreito de Ormuz e Irã sinaliza retaliação.

Confira os principais fatos que influenciaram o mercado financeiro hoje:
-Ibovespa sobe aos 174 mil pontos, dólar comercial sobe a R$ 5,11 e juros futuros avançam.
-“Prévia do PIB” de maio comprova perda de potência da atividade econômica.
-BNDES pede R$ 7,25 bi à Fazenda para reforçar socorro a setores afetados por tarifaço.
-EUA ampliam ataques ao Irã e atingem pontes e aeroporto em escalada da campanha.
Por volta das 13h20 (de Brasília) o índice Ibovespa registrava alta de 0,33% com 174.395 pontos e o dólar comercial em alta de 0,39% estava cotado em R$5,11.
Os preços do petróleo subiram mais de 2% nesta sexta-feira, depois que os EUA e o Irã intensificaram os ataques em todo o Golfo Pérsico. As forças dos EUA destruíram na quinta-feira a torre de vigilância do Porto de Chah Bahar Shahid Kalantari, parte de uma rede de vigilância marítima ao longo da costa iraniana do Golfo de Omã, usada por décadas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) para rastrear e alvejar navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz, informou nesta sexta-feira, 17 o Comando Central dos EUA (Centcom). “A destruição da torre degrada diretamente a capacidade da IRGC de coordenar ataques contra tripulações civis inocentes”, escreveu a conta oficial do Centcom no X.
Tarifaço de Trump deve atingir 36,5% das exportações do agro brasileiro aos EUA, afirma CNA
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro estarão sujeitas ao tarifaço de 25% que será aplicado pelos Estados Unidos a partir da próxima quarta-feira, (22/07).
Os outros 63,5% restantes devem ficar isentos da alíquota adicional. “Apesar da ampliação da lista de exceções, que passou a incluir produtos importantes do agro brasileiro, como pescados, mel e café solúvel, uma parcela relevante das exportações brasileiras continuará sujeita à medida”, afirmou a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, em vídeo divulgado à imprensa.
Mori destacou que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) ampliou as exceções para 2.126 linhas tarifárias, em comparação com a proposta preliminar de taxação divulgada em junho.
“Esse resultado é fruto do trabalho realizado pela CNA e por outros representantes do setor privado, que atuaram diretamente junto ao governo americano na defesa técnica dos interesses do agro brasileiro.
Segundo os Estados Unidos, a ampliação das exceções reflete a dependência da indústria americana de determinados insumos brasileiros, a insuficiência da oferta doméstica e os possíveis impactos da medida sobre cadeias produtivas consideradas estratégicas para o país”, explicou Mori.






