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Campo Grande, 17 de outubro de 2026

Intervenção de Adriane tem gastança e não resolve a crise do transporte coletivo

  • Geraldo Silva
  • 17 de julho, 2026
  • Politica, Transparência, Transporte
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Em seis meses de contrato, prefeitura vai desembolsar R$ mais de R$ 700 mil só com interventores.

Adriane Lopes e os interventores: gasto sai de R$ 30 mil para R$ 120 mil/mês. (Foto: Madu Livramento)

Uma remuneração mensal de R$ 30 mil. Esta é a quantia a ser paga pela Prefeitura de Campo Grande a cada um dos quatro interventores que foram nomeados pela prefeito Adriane Lopes (PP) para gerir o transporte coletivo urbano. O contrato de intervenção prevê seis meses de duração.

Assim, em 180 dias, o Consórcio Guaicurus vai desembolsar nada menos que R$ 720 mil para pagar por um serviço que, por enquanto, não se sabe qual será o resultado.

A intervenção só foi decretada após vários anos de intensa pressão popular e política sobre a prefeita. Encurralada, ela decretou uma decisão de desfecho imprevisível e interveio no consórcio. Os cálculos sobre este gasto ficariam ocultos pela prefeita, mas o próprio consórcio levantou os documentos, checou valores e denunciou Adriane por aumentar em 300% a remuneração por este serviço.

O Consórcio Guaicurus salientou em nota oficial que a prefeitura criou uma despesa quatro vezes maior para a realização de um mesmo trabalho. “Esta conta vai custar R$ 120 mil por mês a um sistema que já está em crise financeira”.

É que antes da intervenção havia apenas um representantes do consórcio à frente da gestão do sistema, ganhando R$ 30 mil/mês. Após a intervenção, quatro pessoas foram nomeadas.

O Consórcio Guaicurus salientou em nota oficial que a prefeitura criou uma despesa quatro vezes maior para a realização de um mesmo trabalho. “Esta conta vai custar R$ 120 mil por mês a um sistema que já está em crise financeira”, anotou o grupo empresarial.

“O Sistema de Transporte Público de Campo Grande – que já está sem condições de investimento, conforme alertado diversas vezes – terá um custo de R$ 720 mil com a comissão. Esse montante equivale a quase 150 mil passagens de ônibus pagas pelos passageiros locais”, acrescentou.

Cadê os remédios
Não bastasse a tosca barbeiragem na condução do serviço de transporte coletivo urbano, a prefeita continua dirigindo a saúde pública na base da trombada.

Nem os problemas mais elementares ela resolve, como denunciaram moradores da região da Vila Popular e pacientes da Unidade de Saúde da Família Dr. Vespasiano Barbosa Martins.

Na quarta-feira (15/07), eles realizaram um ato de protesto porque ficaram sem remédio na farmácia da unidade, em virtude da falta de um servidor no local de trabalho.

Deu até polícia no local para monitorar a manifestação. Informou-se que a farmácia não funciona desde o dia 1º deste mês, prejudicando cerca de seis mil pessoas que precisam de medicamentos fornecidos pelo SUS gratuitamente.

Até o coordenador do Conselho de Saúde do bairro, o professor Genilson Roberto Flores, informou que o problema se arrasta e o pedido para a contratação de três servidores até agora não obteve resposta da prefeitura.

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