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Campo Grande, 09 de outubro de 2026

Custo da energia solar cai 25% no Brasil:  País está entre os mais competitivos do mundo

  • 9 de julho, 2026
  • Economia, Meio Ambiente, Tecnologia
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Com LCOE de US$ 37/MWh, Brasil se aproxima dos patamares da China e da Índia e permanece abaixo da média global.

Energia solar está ganhando mais espaço na matriz energética brasileira - Insol Energia

O custo nivelado (LCOE) da geração solar fotovoltaica no Brasil caiu 25% em 2025, para US$ 37/MWh, consolidando o país entre os mercados mais competitivos do mundo para a fonte, segundo relatório da Irena (Agência Internacional para as Energias Renováveis).

O LCOE considera o custo total para gerar 1 MWh de energia ao longo de toda a vida útil de um empreendimento, incluindo investimentos, operação e manutenção. O indicador é um dos principais parâmetros utilizados para comparar a competitividade entre diferentes tecnologias de geração.

Com o resultado, o Brasil aparece praticamente empatado com a Índia (US$ 35/MWh) e muito próximo da China (US$ 36/MWh), referência mundial em redução de custos para projetos renováveis.

A média global da energia solar ficou em US$ 44/MWh, enquanto mercados como Alemanha (US$ 65/MWh) e Estados Unidos (US$ 62/MWh) registraram custos significativamente superiores.

Segundo a Irena, a combinação entre elevada irradiação solar, amadurecimento da cadeia produtiva, ganhos de escala e avanços tecnológicos têm contribuído para tornar a geração fotovoltaica cada vez mais competitiva no Brasil.

Energia eólica é a mais promissora para o Brasil – Ecoa

Eólica e hidrelétricas também mantêm competitividade
O relatório mostra que outras fontes renováveis também seguem entre as mais competitivas do país. O custo nivelado da geração eólica onshore subiu 3% em 2025, alcançando US$ 31/MWh, mas continua entre os menores do mundo. Apenas a China apresentou custo inferior, de US$ 27/MWh.

No caso da hidreletricidade, a Irena compara os custos de implantação dos empreendimentos. Para grandes usinas, o Brasil apresentou o menor custo entre os países analisados, com US$ 1.463/kW. Já nas pequenas hidrelétricas, o custo foi estimado em US$ 2.540/kW, ficando atrás apenas da China (US$ 1.918/kW).

Energia solar no Brasil: produção, crescimento e mercado em 2025

Brasil está entre os maiores beneficiados pelas renováveis
Além da competitividade dos projetos, o relatório destaca os impactos econômicos das fontes renováveis na matriz elétrica brasileira. Segundo a Irena, a geração renovável evitou US$ 32 bilhões em gastos com combustíveis fósseis em 2025.

Ao mesmo tempo, as renováveis impediram a emissão de aproximadamente 432 milhões de toneladas de CO₂, reforçando seu papel tanto na redução das emissões quanto na segurança energética. No ranking global, apenas China e Estados Unidos registraram economias superiores às do Brasil.

Com informações do Portal canalsolar

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