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Campo Grande, 09 de outubro de 2026

Petróleo dispara com nova escalada entre EUA e Irã e influencia  Ibovespa

  • 8 de julho, 2026
  • Cotação do Dólar, Economia
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Por volta das 11h40 de Brasília, o Ibovespa registrava queda de 0,70% com 170.822 pontos e o dólar comercial estava cotado em R$5,15, com alta de 0,14%.

Guerra no Oriente Médio muda rumo do dólar e pressiona o Brasil; cotação  pode chegar a R$ 5,50 - Estadão

A retomada das tensões militares entre Estados Unidos e Irã voltou a sacudir o mercado internacional nesta quarta-feira (08/07), elevando com força os preços do petróleo e impactando diretamente as bolsas de valores, com destaque para o avanço das ações de petroleiras no Brasil.

Os contratos da commodity ampliaram os ganhos ao longo da manhã após a troca de ataques entre os dois países e o endurecimento das sanções americanas contra o Irã, aumentando os temores de interrupção no fornecimento global, especialmente no Estreito de Ormuz.

Por volta de 10h30 (horário de Brasília), o petróleo Brent — referência global — saltava 4,87%, a US$ 77,77 o barril, aproximando-se do patamar de US$ 80. Já o WTI avançava 4,44%, cotado a US$ 73,56. Mais cedo, os contratos já registravam alta superior a 2%, refletindo a rápida deterioração do cenário geopolítico.

Aeronaves americanas no espaço aéreo do Irã na noite de ontem no momento dos ataques.

A escalada ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar o fim do acordo de cessar-fogo com o Irã e descartar novas negociações. Na sequência, forças americanas lançaram novos ataques, enquanto Washington revogou a licença que permitia a venda de petróleo iraniano. O movimento veio após incidentes com navios-tanque no Estreito de Ormuz, região estratégica por onde passa cerca de um quinto do consumo global da commodity.

O recrudescimento do conflito levou o mercado a abandonar apostas de queda nos preços e reacendeu preocupações com a oferta global, sustentando a valorização do petróleo.

Ibovespa: petroleiras lideram ganhos

No Brasil, o efeito foi imediato. As ações de empresas ligadas ao petróleo lideraram a ponta positiva do Ibovespa (IBOV), mesmo em um dia de maior aversão a risco no cenário externo.

Na primeira meia hora de pregão, a PetroReconcavo (RECV3) registrava a maior alta do índice, com avanço de 3,44%, a R$ 9,93. Na sequência, os papéis da Petrobras — entre os mais relevantes do Ibovespa — também figuravam entre os destaques.

As ações ordinárias da estatal (PETR3) subiam 2,33%, a R$ 43,96, enquanto as preferenciais (PETR4) avançavam 2,60%, a R$ 39,44, sendo as mais negociadas da B3 naquele momento, com mais de 9,6 mil negócios e volume financeiro próximo de R$ 260 milhões.

A Prio (PRIO3) também acompanhava o movimento, com alta de 2,22%, cotada a R$ 57,48, impulsionada por sua maior exposição direta aos preços do petróleo. Já a Brava Energia (BRAV3) apresentava variação mais modesta, de 0,11%, a R$ 18,89, influenciada também por questões corporativas envolvendo a análise de uma OPA pela CVM.

Analistas destacam que empresas com maior exposição ao óleo tendem a se beneficiar mais intensamente do avanço da commodity, enquanto companhias com atuação relevante em refino, gás ou proteção via hedge apresentam menor sensibilidade.

Mercado global em alerta

A alta do petróleo ocorre em meio a um ambiente de maior cautela nos mercados globais. Investidores monitoram de perto os desdobramentos no Oriente Médio, especialmente o risco de restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz — ponto estratégico para o fluxo de energia mundial.

O novo episódio interrompe o alívio recente após a trégua firmada no mês passado e reforça a percepção de fragilidade geopolítica, aumentando a volatilidade e sustentando o petróleo em níveis mais elevados no curto prazo.

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