São Paulo confirmou sete casos até ontem. Mato Grosso do Sul tem um caso em investigação.
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Os casos de sarampo confirmados no estado de São Paulo, este ano, totalizavam sete até ontem (30/06). Diante da circulação dessa e de outras doenças no período de férias, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) e a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) orientam a ficar com a caderneta de vacinação em dia antes de viajar.
Mato Grosso do Sul registrou 12 casos suspeitos de sarampo, 11 descartados e um ainda em investigação. Desde 2021 não há confirmações no Estado. Foram 10 em Campo Grande, em 2020. Em 2019, houve dois em Três Lagoas e dois em Campo Grande. Os dados foram informados pela SES.
A cobertura estadual da primeira dose da vacina tríplice viral, que previne o sarampo, rubéola e caxumba, atingiu cerca de 90% do público-alvo, perto da meta de 95%. Já a segunda dose chegou a 73,10%, de acordo com números da Rede Nacional de Dados em Saúde.
O sarampo é uma doença altamente infecciosa que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Os principais sintomas da doença são manchas vermelhas no corpo e febre alta, acompanhada de tosse, conjuntivite, nariz escorrendo ou mal-estar intenso.
Como o vírus do sarampo se manifesta?
Com relação aos sintomas, a doença começa se a manifestar até 14 dias após a infecção. Basicamente, seus primeiros sinais são muito parecidos com uma gripe ou resfriado.
Contudo, é comum que surjam manchas vermelhas pelo corpo, muito características do sarampo. De forma geral, isso costuma a acontecer logo depois de três dias do contato com outra pessoa infectada.
Aliás, o vírus do sarampo consegue sobreviver até 2 horas no ar ou superfícies dentro do local onde a pessoa infectada espirrou ou tossiu.
Os sintomas mais clássicos do sarampo:
1. Febre acima de 38ºC
2. Dor de garganta e tosse seca
3. Dor muscular e cansaço excessivo
4. Manchas vermelhas na pele que não coçam
5. Manchas brancas no interior da boca, sendo cada uma rodeada de um anel vermelho
6. Manchas vermelhas na pele, sem relevo, que se espalham pelo corpo
7. Conjuntivite ou vermelhidão nos olhos
Outros detalhes importantes sobre o sarampo
Caso haja suspeita de sarampo, é muito importante evitar o contato com as pessoas não imunizadas, que essa se trata de uma doença de fácil contágio. O diagnóstico médico será decisivo para saber se os sintomas são realmente de sarampo, uma vez que ele se manifesta de forma muito parecida com a rubéola, a catapora, a roséola e até mesmo com alergias a medicamentos.
Por se tratar de uma doença facilmente confundível, é preciso ficar atento especialmente à febre. Se a temperatura corporal elevada durar por mais que três dias após as erupções na pele, pode ser um sinal de complicações, como infecções respiratórias, otites, doenças diarreicas e neurológicas.
Durante a remissão da doença, o sarampo também costuma assustar. Isso porque quando a febre começa a reclinar, é comum que as erupções na pele fiquem escurecidas podendo até mesmo resultar em finas descamações.
Embora o tratamento deva ser indicado pelo médico, em casa é possível utilizar compressas frias para aliviar a dor de cabeça e facilitar a redução da febre.
Outros países – A SES faz alerta, principalmente, para as viagens internacionais a países com surto de sarampo.
“A doença, altamente contagiosa, ainda registra circulação em diversos países, o que aumenta a probabilidade de infecção, especialmente em locais com casos ativos. A SES reforça que a principal forma de prevenção é a vacinação”, disse em nota.
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Antes, durante e depois – O Cievs (Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde) da Sesau lista os cuidados necessários antes de viajar, durante e depois da viagem:
1. Procurar um serviço de saúde ou consultar um médico de quatro a seis semanas antes da viagem. Assim, haverá tempo para avaliar as vacinas necessárias e completar os esquemas, se preciso;
2. Ter em dia as vacinas mais recomendadas para viagens: hepatite A, febre amarela (obrigatória para alguns países da América Latina e América do Sul), dTpa (tétano, difteria e coqueluche) e outras como hepatite B, febre tifoide, raiva e meningite, conforme o destino e o roteiro;
3. No caso da vacina da febre amarela, é preciso apresentar o CIVP (Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia), disponível no site ou aplicativo “Meu SUS Digital”;
4. Beber água tratada e evitar alimentos de procedência duvidosa;
5. Usar repelente e proteger-se contra picadas de insetos;
6. Lavar bem as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel;
7. Ter um kit básico de saúde (medicamentos, curativos, termômetro e outros);
8. Se apresentar febre, mal-estar ou outros sintomas após a viagem, procurar atendimento médico e informar os locais que visitou.






