Menino de 9 anos foi levado à delegacia com caráter protetivo após abordagem da Polícia Militar. O caso ocorrida na Capital também envolveu Conselho Tutelar e segurança do shopping.

Um menino de 9 anos foi flagrado com um cosmético furtado em uma loja do Shopping Campo Grande, na noite de terça-feira (02/06), e a Polícia Civil investiga a possibilidade de que a tia dele, de 31 anos, tenha orientado a ação. Os dois foram encaminhados à delegacia por policiais militares após a abordagem no centro de compras.
Segundo o boletim de ocorrência, a gerente da loja afirmou que deseja representar criminalmente pelo furto de um óleo reconstrutor capilar da marca Truss Professional, de 30 ml, avaliado em R$ 73,35.
De acordo com o registro, um vigilante monitorava a mulher, que estava acompanhada de um bebê de colo, da criança de 9 anos e de uma adolescente. O grupo circulou pela loja até que, em determinado momento, a mulher teria se afastado do menino, ocasião em que ele pegou o produto e o colocou em uma sacola.

A abordagem ocorreu após o grupo sair do estabelecimento. Nesse momento, a adolescente teria fugido correndo. Seguranças do shopping relataram ainda que furtos seriam recorrentes nas lojas e que a postura cautelosa da mulher, observando o ambiente com atenção, chamou a atenção da equipe.
Durante a ocorrência, a mulher demonstrou nervosismo e negou ter visto a criança pegar o produto. O menino, por sua vez, permaneceu em silêncio e também aparentou nervosismo. Aos policiais, ela disse ser de Minas Gerais, estar hospedada em um hotel na Capital e se identificou como cigana.
O comportamento da criança também levantou suspeitas. Conforme o boletim, ao ser questionado sobre o nome da mãe, o menino ficou ainda mais agitado, segurou a saia da mulher e olhou para ela como se esperasse orientação sobre a resposta.
Ainda segundo o registro, a mulher mudou diversas vezes a versão sobre o vínculo com o menino. Primeiro, disse ser responsável por ele. Depois, afirmou que a criança era “de criação” e, em seguida, declarou que se tratava de um irmão. Mais tarde, foi confirmado que o menino era filho do irmão dela.
O marido da mulher foi ao shopping e apresentou a certidão de nascimento da criança. Ele também retirou o bebê de colo, alegando que já era hora de dormir, e depois retornou à delegacia com a criança para amamentação, enquanto a mulher aguardava para prestar depoimento.
A Polícia Militar informou que o encaminhamento do menino à Depac Cepol ocorreu com finalidade protetiva, diante da suspeita de vulnerabilidade e da necessidade de identificação dos responsáveis legais. A corporação destacou que a medida não teve caráter de responsabilização criminal, apreensão ou procedimento semelhante ao aplicado a autores de ato infracional.
O Conselho Tutelar foi acionado ainda no local. Conforme o boletim, uma conselheira informou que não compareceria ao shopping e orientou que eventual acionamento fosse feito pela autoridade policial. Já na delegacia, a conselheira foi novamente contatada e decidiu não adotar medida de proteção, por entender que não havia situação de risco.
A criança passou por escuta especializada. O produto supostamente furtado foi apreendido, avaliado e entregue à funcionária da loja, junto com a nota fiscal. A mulher, a criança, o objeto e os documentos foram apresentados à autoridade policial.
Em nota, o Shopping Campo Grande informou que a Polícia Militar foi acionada pela equipe de segurança do local e afirmou que preza pela segurança de clientes e lojistas, além de estar à disposição das autoridades para colaborar com a investigação.
Com informações do Portal Campo Grande News






