Tensões no Oriente Médio, risco de tarifas dos EUA e preocupação com a inflação no Brasil derrubam ações e impulsionam a moeda americana.

Os ativos brasileiros operavam em queda nesta quarta-feira, véspera de feriado, sob pressão de fatores externos e internos. O Ibovespa recuava perto de 2%, enquanto o dólar avançava para a faixa de R$ 5,05, em um cenário marcado pela aversão ao risco nos mercados globais e pelo aumento das preocupações com a inflação no país.
A combinação de novos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, além de ameaças tarifárias de Washington contra o Brasil, pesava sobre as bolsas e fortalecia a moeda americana frente a outras divisas. Em Nova York, os principais índices também registravam queda, refletindo o impacto da alta do petróleo e da instabilidade geopolítica sobre os investidores.
No mercado doméstico, os números da produção industrial de abril, que vieram acima do esperado, reforçaram a leitura de que a inflação pode seguir pressionada. O dado se soma a revisões para cima nas projeções do mercado e ajuda a sustentar a alta das taxas dos contratos de DI, que avançavam cerca de 20 pontos-base em alguns vencimentos.
Por volta das 15h (de Brasília), o Ibovespa operava em 170,267 mil pontos, com queda de 2,26% enquanto o dólar comercial subia 0,51%, cotado a R$ 5,04. Na máxima do dia, a moeda chegou a R$ 5,076, e na mínima, a R$ 5,012.
Entre os indicadores mais recentes, a indústria brasileira cresceu 0,7% em abril, em seu quarto mês seguido de alta, enquanto o setor de serviços ficou quase estagnado em maio, pressionado pela inflação, segundo o PMI. No mesmo cenário, a XP passou a estimar Selic em 14% e inflação em 5,3% no fim de 2026.






