Dólar abre a semana influenciado por prévia do PIB do Banco Central.

O dólar é negociado nesta segunda-feira em baixa, cotado a R$ 5,014, após subir 3,5% na semana passada e fechar acima de R$ 5,00 pela primeira vez no mês, impactado pelo ambiente político. Na Bolsa, o índice de ações Ibovespa abriu perto da estabilidade, ao redor do menor patamar em dois meses. Por volta das 10h50(de Brasília)) a bolsa de valores registrava queda de 0,5% com 176.405,7 pontos e o Dólar em queda de 1,13%, cotado em R$5,010. Agentes econômicos atuam hoje influenciados pela prévia do PIB (Produto Interno Bruto) divulgada pelo Banco Central no ambiente doméstico.
O que aconteceu
Dólar é negociado em baixa. Com variação negativa desde a abertura, a moeda americana era cotada por volta das 10h no comercial para venda a R$ 5,009, queda de 1,15% ante o fechamento da sexta-feira.
Moeda americana subiu 3,5% semana passada. O dólar avançou de R$ 4,89 para R$ 5,07, influenciado por posições de agentes econômicos após reportagem do Intercept revelar que o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro o repasse de R$ 134 milhões para bancar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No exterior, petróleo abre semana perto de US$ 110, mas passa a ceder. Na Bolsa ICE Intercontinental Exchange, o contrato futuro do barril do tipo Brent cedia 1,5% por volta das 10h de Brasília, a US$ 107,62, após ter superado o patamar dos US$ 110 mais cedo, maior valor em duas semanas.
Tensão pressionou mercados financeiros após ameaças de Trump. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou ontem a ameaçar “aniquilar” o Irã, dois meses e meio após o início da ofensiva contra Teerã. Por outro lado, o principal órgão de segurança do Irã anunciou hoje a criação de um novo órgão para administrar o Estreito de Hormuz, onde pretende cobrar um pedágio para a passagem de navios.
Mercado doméstico analisa nova prévia do PIB. O Banco Central divulgou hoje o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) referente a março, com queda de 0,7% ante fevereiro de 2026, na série com ajuste sazonal. No trimestre encerrado em março de 2026 ante o trimestre terminado em dezembro de 2025, o IBC-Br teve alta de 1,3%. Em 12 meses, a variação é positiva em 1,8%.
O resultado negativo no mês foi influenciado pela queda dos serviços (-0,8%), da indústria (-0,2%) e do agronegócio (-0,2%). De toda forma, no primeiro trimestre, todos os segmentos cresceram de forma robusta. Os dados de atividade econômica neste início de ano reforçam a perspectiva de reaceleração do crescimento no primeiro trimestre. Contudo, avaliamos que esse ritmo de crescimento deve desacelerar ao longo dos próximos trimestres, refletindo o avanço dos efeitos defasados da política monetária restritiva sobre a economia, em conjunto com a redução gradual do impacto das medidas de estímulo implementadas pelo governo. Rafael Perez, economista da Suno Research.
Projeções para inflação e juros são revisadas para cima no setor financeiro. Na nova edição do Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com mais de cem profissionais de instituições financeiras do país, a mediana das projeções para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para 2026 subiu de 4,91% para 4,92%. Para a taxa básica de juros Selic, a mediana passou de 13% para 13,25% ao ano.
A revisão recente do cenário capturada no Boletim Focus aponta deterioração relevante das expectativas de inflação, com a mediana do mercado para o IPCA de 2026 já próxima de 5%, acima do teto da meta. Isso reduz o espaço para queda de juros e aumenta o risco de frustração nas próximas decisões do Copom, já que o Banco Central deve adotar uma postura mais cautelosa para preservar sua credibilidade. Peterson Rizzo, Head de Relações com Investidores da Multiplike.
Ibovespa abre estável. O principal índice de ações da B3 marcava 177.278 pontos nos primeiros cinco minutos de pregão, estável ante o fechamento da sexta-feira, a menor pontuação desde 20 de março. Indicador caiu 3,7% semana passada.
Com informação do Portal UOL






