O acidente aconteceu na tarde de ontem no Jardim Centro-Oeste em Campo Grande(MS). Moradores agrediram o motorista.

Um menino de 6 anos identificado como Riquelme Asaphe Gonçalves do Nascimento, morreu no fim da tarde desta terça-feira (12/05) após cair da traseira de uma carreta e ser atropelado no cruzamento das ruas Castorina Rodrigues da Luz e Jacuarua, na região do Jardim Centro-Oeste, em Campo Grande (MS).

Segundo relatos de testemunhas, a criança estava brincando na rua com outras crianças quando viu a carreta e tentou “pegar rabeira” — expressão usada quando alguém se pendura na traseira de um veículo em movimento. Ao segurar-se no meio da traseira, a criança escorregou, caiu sob o caminhão e uma das rodas passou por cima de sua cabeça, causando exposição da massa encefálica e morte imediata. O menino estava usando uniforme escolar no momento do acidente.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e compareceram ao local, mas constataram que a criança já estava sem sinais vitais. A área foi isolada para a perícia técnica e para os procedimentos da Polícia Civil, que abriu investigação para apurar as circunstâncias do acidente.
Testemunhas informaram que moradores revoltados com a cena agrediram o motorista da carreta antes da chegada da Polícia Militar; o condutor foi levado para prestar depoimento à autoridade policial.
Agressões contra o motorista
Moradores do Jardim Centro-Oeste reagiram com violência e agrediram o motorista da carreta envolvida antes da chegada da Polícia Militar, segundo relatos de testemunhas presentes no local.
A confusão teve início imediatamente após o garoto Riquelme Asaphe Gonçalves do Nascimento, cair da traseira do veículo e ser atingido pela própria carreta.
Testemunhas disseram que ao ver a criança cair, pessoas que estavam nas proximidades correram até a carreta em estado de choque e raiva; em seguida, vários moradores cercaram o motorista, desferindo socos e chutes enquanto exigiam providências e culpavam o condutor pelo ocorrido.
Alguns relatos indicam que a agressão verbal e física foi prolongada até a chegada das equipes da Polícia Militar, acionadas por populares.
No tumulto, moradores tentaram impedir que o motorista deixasse o local e chegaram a segurá-lo até a chegada das autoridades. A Polícia Militar então entrou em cena, separou as partes e conduziu o condutor para prestar depoimento.
A Polícia Civil deve apurar formalmente as circunstâncias do acidente — incluindo a dinâmica da queda da criança, a conduta do motorista e possíveis responsabilidades — e também registrará as agressões praticadas pelos moradores, que podem configurar crime.
Informações oficiais sobre denúncias, ferimentos ao motorista ou medidas contra agressores ainda não foram divulgadas pelas autoridades competentes.






